Uma das principais atrações do noticiário esportivo nas noites de domingo, os ‘Cavalinhos do Fantástico‘, da TV Globo, viraram objeto de desejo de torcedores Brasil afora, especialmente as crianças. É o momento divertido do Brasileirão.

Os cavalinhos negociados por ambulantes no entorno dos estádios em dias de jogos custam em média R$ 70. Já em sites de vendas na internet, o valor gira em torno de R$ 150. Em algumas lojas específicas, o fantoche chega a valer incríveis R$ 295.

O fato é que a ideia da Globo conquistou grande parte dos torcedores brasileiros. Já são nove anos seguidos em que os mascotes aparecem para ilustrar a classificação do Brasileirão após a transmissão dos gols da rodada no dominical Fantástico. Embora apenas times da Série A tenham representantes, os comerciantes criaram versões para todos os times, a última aparição foi do Operário, de Ponta Grossa-PR, campeão da Série D.

LEIA TAMBÉM: Veja quantos jogos do seu time vão passar na Globo no Brasileirão 2017

“Os cavalinhos nasceram em um domingo de 2008 em que tínhamos dois ou três times empatados na liderança do Brasileiro”, relembra o apresentador Tadeu Schmidt, mentor da brincadeira, em uma reportagem produzida pela TV Globo para contar a história dos cavalinhos.

Em 2009, eles ganharam um telão e movimentos, para poderem interagir com Schmidt. Em 2010, houve um breve intervalo em que os bichinhos foram substituídos por carros. A transformação não deu certo e o público pediu o retorno dos equinos. O que aconteceu já em 2011.

Em 2014, eles saíram do mundo digital e ganharam voz na forma de fantoches. “Quando eles ganharam voz, ficaram muito mais próximos das pessoas”, prossegue Schmidt. “Ali ele representa a dor do torcedor, a zoação de um brincando com o outro, a emoção do torcedor. Fico feliz que uma ideia minha faça parte da história da TV Globo”, complementa.

A Globo, por enquanto, não licenciou o produto, nem coloca à venda na sua loja online.

‘João Sorrisão’ abriu caminho

A busca por tornar mais lúdico o noticiário do futebol brasileiro não é novidade. Mas nem todas as ideias têm o mesmo sucesso que os cavalinhos do Fantástico. Um exemplo disto pode ser encontrado na própria TV Globo. Em 2011, o canal lançou o boneco inflável João Sorrisão, personagem ligado ao também dominical Esporte Espetacular.

O desafio dos jogadores era comemorar os gols nas partidas de forma semelhante ao Sorrisão. Inicialmente, a ideia agradou. 66 jogadores comemoraram 66 gols de forma idêntica – balançando de um lado para o outro de forma desengonçada feito um “boneco de posto”.

A estratégia se voltou contra a televisão: já proibidos de tirar a camisa e correr para as arquibancadas na hora do gol, os jogadores passaram a comemorar todos os gols da mesma maneira. Monotonia que resultou na aposentadoria precoce do Sorrisão ainda em 2011.

Outro produto com viés esportivo foi o Globolinha, mas com adesão muito menor.

 

Participe da conversa!
0