Este é o artigo 14 do regulamento do Paranaense:

Art. 14 – Ocorrendo igualdade em pontos ganhos entre duas ou mais EPD, aplicam-se, sucessivamente e pela ordem, os seguintes critérios de desempate:
I – maior número de pontos ganhos na soma das duas fases, caso as EPD tenham alcançado a segunda fase;
II – maior número de vitórias;
III – maior saldo de gols;
IV- maior número de gols a favor;
V – menor número de cartões vermelhos;
VI – sorteio público na sede da FPF.

Da mesma maneira que o artigo nono era claro em dizer que o time de melhor campanha mandaria os jogos no octogonal final, este é claro ao apontar que, em caso de empate, leva a taça quem fez mais pontos no campeonato todo. É justo? Não, como também não é o artigo nono. Mas é o que está escrito. Foi lido (provavelmente não) e assinado pelos clubes. Parece óbvio que qualquer ação terá o mesmo caminho do protesto contra o artigo nono.

Como também fica claro que entrar com uma ação dessas agora, às vésperas da rodada decisiva, é casuísmo puro. Se alguém achava que estava errado, por que não se manifestou lá atrás, no início do octogonal ou ainda na primeira fase, quando começou a se discutir regulamento?

Justo ou não, o regulamento é claro e dá o troféu ao Atlético se houver empate em pontos. Como daria ao Coritiba, se este tivesse sido mais eficiente na primeira fase. Ou nem estaria em discussão caso o Coxa, por exemplo, tivesse empatado com o Iraty ou vencido o J. Malucelli dentro da sua casa.

Vir reclamar disso agora, às portas da decisão, é apenas agitação, é querer esculhambar o que já nasceu uma zona na sala de reuniões da Federação.

A capa
Ao longo da semana falou-se muito da capa de segunda-feira da Tribuna, com o Júlio César, do Atlético, de quatro. Conversei sobre o tema com o Guilherme Cunha Pereira, vice-presidente aqui da RPC, advogado e professor de Direito da Comunicação no curso Master para editores, um dos mais conceituados do mercado.

Não entramos muito no mérito jornalístico – embora concordemos que a capa foi além dos limites do bom senso -, ficamos apenas na questão jurídica. Segundo o Guilherme, a capa vai até o limite do direito de crítica, pois vale-se de uma expressão consagrada no linguajar popular (cair de quatro) para expressar algo que de certa forma ocorreu no jogo (o Atlético levou quatro gols). É defensável nos tribunais.

(Atenção, pessoal, só para repetir. Não estou dizendo que concordo com a capa, apenas trazendo um subsídio para algo que tem se falado muito na semana, se vale ou não processo, se o jogador ganha ou não. Entendido?)

Ronaldo? Muito gordo
Cristiano Castilho, repórter do Caderno G que vez ou outra dá expediente aqui no Esporte, fez entrevista com Noel Gallagher, frontman do Oasis, que se apresenta semana que vem em Curitiba. Noel é fã do Manchester City, tem programa de rádio sobre futebol e se soltava na entrevista sempre que o tema era bola.

Perguntado sobre Ronaldo no City, foi bem direito. “Não quero. É muito gordo.” Se for para vestir a camisa celeste em um brasileiro, Noel quer que seja em Kaká. A matéria está na capa do G deste domingo. Vale a pena conferir. Depois ponho o link aqui.

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