Walter Casagrande Júnior, comentarista da Rede Globo, desabafou nesta sexta-feira (9) no programa Seleção SporTV.  Ao falar da polêmica envolvendo torcedor gay do Palmeiras, citou sua saga contra as drogas para exemplificar o preconceito. “Nas redes sociais me chamam de drogado, de viciado, dizem que não posso falar nada de ninguém por causa do meu passado”, soltou o ex-atacante do Corinthians.

Ele foi ainda mais longe para criticar os rótulos destrutivos. “Outro dia falei algo do Neymar, uma coisa simples, um comentário dentro do futebol, as ofensas que vieram contra mim foram exatamente neste sentido: ‘drogado, viciado, que não tenho moral para falar de ninguém…’ O preconceito é o mesmo para negro, homossexual e dependente químico é a mesma coisa. Dói do mesmo jeito. Sofre diferente, mas é a mesma dor que eu sinto quando leio esse tipo de ofensa. Ninguém sabe o esforço que faço para não usar droga. Só eu sei. Então é muito complicado”, elencou Casagrande.

O discurso foi em solidariedade a uma manifestação de um palmeirense anônimo no Twitter. Através do Twitter, o torcedor assumiu ser gay e lamentou os cânticos homofóbicos para o rival São Paulo. A mensagem disseminou rapidamente a ponto de sensibilizar o comentarista da Globo.

Já o episódio com Neymar, citado no desabafo, foi marcante para Casagrande. O comentarista criticou o jogador, chamando-o de mimado, e ouviu como réplica agressiva do pai do jogador. Na ocasião, ele foi chamado de abutre e que, quando jogador, teve um comportamento no mínimo questionável fora dos gramados.

 

 

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