Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Torcedoras do Paraná lamentam a queda no Paranaense

Não há muito o que chorar. A queda do Paraná ao segundo escalão do futebol paranaense tem de ser visto como algo positivo.

Impossível o clube seguir nas mãos de dirigentes que são administradores e credores ao mesmo tempo. Inaceitável uma camisa tão importante ser guiada por cartolas que não sentam na arquibancada. Inimaginável ver um time com uma história imponente ter na proa pessoas sem visão estratégica.

Diante da caótica queda, cabe agora uma refundação. Os tricolores precisam fazer uma faxina na instituição. Exigir do Conselho Deliberativo mudanças drásticas de comportamento e gestão. Ter um grau mínimo de exigência com contratações, dirigentes e – até mesmo – de patrocinadores.

Os derrotistas (como o presidente Aquilino) vão dizer: “assumam” ou “fiz tudo o que podia”. Mas qualquer iniciante no futebol sabe que isso é retórica. Faltou o beabá, como, por exemplo, ir acompanhar treinos, falar após os jogos, dar o mínimo do mínimo de satisfação.

A derrocada paranista abala todo o contexto esportivo do estado. É uma marca que sofre o seu pior dano moral.

Um dano que supera qualquer quantia em dinheiro colocada lá dentro pelas pessoas que comandam a instituição no ar condicionado.

Só resta exigir à volta para a Primeira Divisão nacional. É o mínimo para enxugar as lágrimas da torcida.

Ps: dedicatória especial ao meu primo, Bruno, torcedor doente do Paraná. Durante o jogo, ele comemorava o sexto ano de sua filha. Foi na maioria das partidas, mas optou dessa vez – algo raro – pela família. Acreditou até o fim, a ponto de deixar o melancólico confronto rolando em uma tevê instalada no salão de festa. Não merecia passar por essa vergonha.

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