PES 2019 foi lançado recentemente com 12 ligas totalmente licenciadas, sendo nove novidades em seu repertório de campeonatos, quase todos eles europeus.

O Brasileirão, contudo, aparece apenas parcialmente licenciado no videogame. O nome da competição é original, assim como todos os 20 times participantes. O problema são os elencos, já que somente 12 times contam todos os jogadores reais no plantel.

Quatro equipes são totalmente genéricas (América-MG, Bahia, Botafogo e Grêmio) e outras quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Fluminense e Sport) mesclam jogadores fakes com atletas reais.

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Perguntamos, então, à produtora japonesa Konami se é possível sonhar com o Brasileirão perfeitamente reproduzido no game. E a resposta, no cenário atual, foi bastante enfática.

“É impossível licenciar o Brasileirão 100%, com todos os jogadores certinhos nos times. É impossível porque os times não têm os direitos de todos os atletas”, crava o gerente de marca do PES nas Américas, André Bronzoni.

O problema é, basicamente, burocrático. O Brasil é um dos poucos países que não faz parte do FIFPro, a federação internacional das associações de jogadores profissionais de futebol. Como consequência, o uso dos direitos de imagem dos atletas se torna uma epopeia.

“Infelizmente, a Konami já tomou processos. Alguns jogadores não olham como uma forma de marketing pessoal, de disseminar a imagem deles ao redor do mundo. Então há essas travas. Não podemos fazer as atualizações semanais na liga brasileira, assim como funciona com todas as outras. Só o Brasil fica fora dessa mecânica. É muito por conta da burocracia interna, da lei brasileira”, explica Bronzoni.

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A atualização brasileira só deve ocorrer em novembro, quando o campeonato já está nas últimas rodadas. Mesmo assim, o PES ainda consegue colocar mais da metade do jogadores no game — o índice é de cerca de 80% na versão atual.

O rival Fifa, da EA Sports, por exemplo, só utiliza atletas genéricos nos clubes que consegue licenciar no jogo — Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Vasco são exclusivos do PES. Medida que claramente visa se prevenir de eventuais problemas jurídicos, mas que dá campo para o PES avançar no mercado nacional.

“É uma estratégia nossa, tanto é que nosso concorrente não tem. Mas não posso abrir como fazemos para abordar os jogadores”, avisa Bronzoni.

“É um trunfo porque temos relacionamento com os jogadores, com os times. Como fazemos é confidencial”, completa o gerente

Novidades

Bronzoni revelou também que uma bomba virá em atualização programada para o fim de setembro ou início de outubro. Segundo ele, a notícia é muito boa, especialmente para os fãs sul-americanos de PES.

Na atual edição foram acrescentadas as licenças oficiais das ligas de Argentina, Chile e Colômbia.

“Teremos boas notícias não apenas nos próximos anos. No próximo mês já teremos novidades para o mercado sul-americano. Estou bem entusiasmado com o que vem por aí já no fim de setembro e começo de outubro. Não gostaria de deixar pistas, mas vai dar o que falar”, comentou Bronzoni, que também garantiu mais duas ligas oficias game.

Atualmente, PES 2019 conta com 12 ligas totalmente licenciadas. “Das quatro ligas fake no jogo, duas serão substituídas depois nas atualizações”, confirmou o funcionário da Konami, que descartou o rumor que a liga da China será incluída na atual versão do jogo.

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