Atualizado à 0h45

Jonathan Campos/ Gazeta do Povo

2000, 2001, 2002, 2005 e 2009. Nenhum outro clube foi tantas vezes campeão paranaense nesta década como o Atlético.

A conquista de hoje veio com alguma dose de tensão, proporcionada pelos poucos e longos minutos em que o J. Malucelli vencia o Paraná e o Atlético esbarrava na retranca do Cianorte.

O alívio veio pelo pé direito de Wesley, um daqueles personagens típicos de final. Jogador contestado pela torcida, com atuações pouco inspiradas e ainda tira o espaço de um jogador que os torcedores queriam ver em campo.

O gol do Wesley, a grosso modo, foi o do título. O de Rafael Moura, de pênalti, veio apenas afastar qualquer risco de a taça escapar da Baixada.

O título premia a melhor campanha do campeonato, o time que mandou no Estadual desde o início. De 21 rodadas, somando as duas fases, apenas uma não acabou com o Atlético na liderança.

Parabéns, Furacão.

Agora vou fechar o cadernão de amanhã, com pôster, retrospectiva da campanha e tudo sobre a final. Mais tarde eu volto.

Comente, comemore, lamente. Mas com respeito.

Até mais.

De volta. Com uma coleção de pitacos da definição do campeonato.

Dentro do Atlético, talvez Geninho seja o cara que mais mereça esse título. Seria um pecado a imagem de herói que ele tem junto aos atleticanos ser arranhada por um vice-campeonato. Geninho errou ao apostar na base do ano passado e foi teimoso até o limite, mas soube reconhecer as falhas e, enfim, dar espaço aos garotos. Entra no Brasileiro em alta, mesmo que não seja mais a unanimidade de janeiro.

Já escrevi abaixo, mas reforço. Ser campeão é ótimo, ainda mais para um clube do tamanho do Atlético, que há quatro anos não dava uma volta olímpica. Mas o legado que fica mesmo é o dos garotos promovidos ao time de cima. A afirmação de Chico, os gols de Wallyson, o surgimento de Renan e Fransérgio no meio, o talento envolvente de Raul pela direita. Desde Jadson e Fernandinho que o Atlético não podia se orgulhar de ter uma safra do tamanho da estrutura do CT do Caju.

É essa garotada, por sinal, que vai levar o Atlético no Brasileiro. Marcos Malucelli já avisou que não há dinheiro para contratar. Os garotos são bons, mas é preciso paciência com eles. Vão oscilar, mas já mostraram que têm muito valor.

Como também tem valor Rafael Moura. Para mim, o grande nome do campeonato. Faz gols como espera-se de um camisa 9 e sempre está no meio e até na zaga ajudando o time a recuperar a bola. Eficiente e raçudo, é a cara do Atlético campeão estadual.

E, claro, parabéns à torcida do Atlético, campeão de bilheteria no Estadual. Sempre jogou junto com o time e merecia ser recompensada com uma grande festa na Baixada.

Justíssima a homenagem ao Ziquita com o novo uniforme 2 do Atlético. A cereja do bolo de campeão.

Lima estava feliz da vida nas fotos ao lado da taça, é seu segundo título pelo Atlético, terceiro estadual na carreira. Será que já renovou o contrato?

Agora, os não campeões…

Para o Jotinha, ser vice-campeão foi um prêmio merecido. Cansei de escrever aqui que ninguém foi tão regular neste estadual como o time do Barigui. Leandro Niehues é um técnico a ser observado. Se o momento não fosse tão delicado, diria que é o cara para dirigir o Paraná.

Se Jucilei já é do Corinthians Paulista, o J. Malucelli/ Corinthians Paranaense tem outros jogadores que podem ser muito úteis para o trio de ferro. Cícero, Peixoto, Saimon, Rodrigo Crasso, Oliveira, Bruno Batata. Fica a dica…

O Coritiba terminou o campeonato como atravessou boa parte dele, oscilando. O empate mostra que René Simões precisará de muito mais que a sua empatia para fazer esse time jogar e ser confiável. A torcida já deu o recado: foi o Paranaense, quer a Copa do Brasil.

Ser Marcelinho Paraíba e Leandro Donizete o Coxa não anda. Marcelinho é o craque, o diferenciado capaz de decidir o jogo em um lance. Donizete é o óleo que faz a engrenagem funcionar. Sem eles, o Coritiba não vai a lugar algum.

René Simões vê potencial em Ariel. Disse que ele precisa ser melhor trabalhado, não tem fundamento. E disse que em oito meses o coloca em ótimas condições. Pergunto: o Coxa pode esperar oito meses pelo seu homem-gol?

Velloso é o técnico do Paraná para a Série B. Essa foi a decisão do presidente Aurival Correia, comunicada pela assessoria do clube na noite deste domingo. Correia lembra o professor Miranda, que bancou Barbieri e Caio Júnior em 2006. Provou que estava certo, pois o Paraná foi campeão paranaense e classificou-se para a Libertadores. Aurival também precisa provar que sua aposta é o melhor para o clube.

Márcio Villella e a LA Sports vão sossegar e dar respaldo a Velloso?

Alguém consegue escalar o Paraná para a estreia na Série B?

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