O Memphis Grizzlies passou dois jogos se assanhando para cima do Los Angeles Clippers. Nesta quinta-feira, quando levou para casa o duelo pelos playoffs da NBA, finalmente conseguiu vencer. E convenceu, diga-se, ao enfiar tranquilos 94 a 82 na goela dos visitantes da Califórnia.

A fórmula para diminuir a vantagem do Clippers na série melhor de sete partidas para 2 a 1 foi usar aquilo que o time tem de melhor: a força física. Como tem um par ou dois de trogloditas (no bom sentido) em seu elenco, a equipe é osso duro dentro do garrafão. Desta vez, no entanto, optou por usar seu poder defensivo para também anular o jogo de velocidade do oponente. Deu muito certo. Tendo de diminuir o ritmo da transição para o outro lado da quadra, a turma de Los Angeles não encontrou caminho para as infiltrações. Surgia sempre um brutamontes na frente. Apelou-se então para os tiros de média e longa distância, que não funcionaram.

O resultado disso foi que os visitantes cometeram uma enormidade de desperdícios de bola: 18 no total. Cinco dessas lambanças foram de Chris Paul, o maestro da franquia. Como ele tentou 11 arremessos e só emplacou 4 na cesta, o camisa 3 entregou mais bolas para os adversários do que encestou. Algo raro. E feio. Terminou com oito pontos. O cestinha do time foi o outro astro da trupe, Blake Griffin, com 16. Pouco. Tem talento para muito mais.

Já o Memphis teve mais destaque do que escola de samba carioca. O maior deles, digno de subir bem no alto do carro alegórico, foi Zach Randolph. O camarada de 2,06 m anotou 27 pontos e pegou 11 rebotes, a maioria ofensivos (6), bem debaixo do nariz dos oponentes. Os rebotes, aliás, foram o segredo do sucesso dos anfitriões. Quem tem a bola mais vezes na mão, tem mais chances de somar pontos. Questão de lógica. Bom, foram 45 rebotes caseiros, contra 33 forasteiros. Nesse quesito, Tony Allen e Marc Gasol contribuíram com 9 e 8, respectivamente. Allen ainda roubou quatro bolas e marcou 13 pontos. Gasol fez 16 pontos.

Quincy Pondexter, que parece tudo menos nome de gente, também arrancou aplausos dos fãs locais. Mais pela garra do que pelos números obtidos. Fez 13 pontos, alguns deles em lances de colocar o ginásio abaixo. Agora é esperar para ver o que ocorre no sábado, às 17h30, novamente na casa do Grizzlies. Nesta quinta-feira, a superioridade foi incontestável.

Nuvem passageira
LeBron James nem precisou ser brilhante. Jogou como um ser humano comum, anotou “modestos” 22 pontos, deu 6 assistências e pegou 5 rebotes. Mesmo sem o lado mágico de seu camisa 6 em quadra, o Miami Heat colocou o Milwaukee Bucks em seu devido lugar, depois de um início impetuoso do time da casa. No primeiro quarto, o Bucks ganhou por 30 a 21, tentando arrancar à força um pouco de respeito em seus domínios. Mas foi só o que conseguiu. Perdeu as três parciais seguintes (27 a 20; 30 a 18; 26 a 23) e acabou superado por 104 a 91. Na série melhor de sete jogos, 3 a 0 para os atuais campeões. E pouca gente acredita que a classificação não seja no próximo encontro, no domingo, às 17h30. Vale ressaltar a boa atuação de Larry Sanders, com um double-double – 16 pontos e 11 rebotes – no duelo desta quinta-feira. O veterano Ray Allen, do Heat, foi o cestinha do embate, fazendo 23 pontos mesmo saindo do banco de reservas. Jogou 30 dos 48 minutos da partida.

Bobeou, mas não dançou
O relaxamento no quarto decisivo quase tirou do Chicago Bulls uma vitória bem construída nas três primeiras parciais. Se CJ Watson, do Brooklyn Nets, não tivesse a mão tão descalibrada no segundo final da partida e o arremesso de três pontos que ele disparou acertasse a cesta no United Center, o vencedor do confronto seria decidido na prorrogação. Por sorte, a bola saiu torta, passou longe do aro, e os Touros viraram a série dos playoffs para 2 a 1. Até o último quarto, o Bulls vencia por 13 pontos, vantagem reduzida para uma mera bola de longa distância após 12 minutos de desatenção.

Seria injusto, todavia, se os donos da casa não comemorassem o triunfo depois de tanto esforço. Mérito, mais uma vez, de Carlos Boozer. Ele detonou 22 pontos, além de agarrar 16 rebotes. Seu fiel escudeiro na noite de quinta-feira foi Luol Deng, grandalhão que ficou com 21 pontos e 10 rebotes nas estatísticas finais do confronto. Teria sido mais fácil se Joakim Noah tivesse ajudado com algo mais do que apenas um ponto e oito rebotes. E ainda errou um lance livre perigoso, que permitiu ao Brooklyn sonhar com o empate na estocada final. O reserva Nate Robinson, que às vezes dá as caras, tampouco brilhou. Fez 7 pontos, metade do que vinha proporcionando ao time no início do mata-mata.

No lado visitante, Deron Williams falhou em liderar o time. Marcou 18 pontos e achou 4 assistências em 40 minutos de ação. Brook Lopez não se fez de rogado. Garantiu 22 pontos e catou 9 rebotes, dos quais 3 ofensivos. Uma andorinha, como se sabe, não faz verão algum. No geral, o aproveitamento de arremessos dos dois times foi ruim: 34,6% do Nets, contra 39,7% do Bulls. Nos chutes de fora do arco (linha de três pontos), ficaram na casa dos 20%.

A próxima batalha, ainda em Chicago, está programada para sábado, às 15 horas.

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