O Grito, de Edvard Munch

Amigos blogueiros, bom dia! Estou de volta do feriado e consegui cumprir minha proposta de não usar computador e celular. Confesso que foi difícil. Só assim para dimensionar o quanto estes aparelhos eletrônicos nos escravizam.

Tive momentos próximos a o que um dependente químico sente quando tem crises de abstinência. Suor nas mãos, ansiedade, agitação e alucinações.

Para vocês terem uma ideia, no sábado, primeiro dia sem o aparato tecnológico, estava olhando tranquilamente para a tevê quando vi William Batoré metendo um gol de bicicleta. E no domingo, então? Novamente de olho no tubo e eis que visualizo Viáfara fazendo defesas incríveis.

Logo constatei que era a combinação entre sol, radiações da tevê a falta do contato com os teclados. Não podia ser verdade. Para desbaratinar, ontem fui ao cinema e tudo voltou ao normal. Ufa!

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Como perceberam, assisti aos jogos de Atlético e Coritiba. Voltei para o mundo do pague-pra-ver. Assim não fico mais exposto aos nocivos jogos do eixo do mal que as grandes redes tentam nos enfiar goela abaixo. Obrigado a quem me advertiu para o mal que fazia a mim mesmo.

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Vi um Atlético desinteressado, em férias. O negócio de pensar 2010 imediatamente foi levado a sério demais pelo time. Acontece que a conta antirrebaixamento ainda não fechou. São cinco pontos de vantagem e um vacilo agora pode ser fatal.

O jogo com o Goiás, domingo, é “o jogo” para o Atlético se salvar. Ou talvez depois não tenha tempo e agilidade para concentrar-se de novo na fuga da degola.

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O Coritiba mostrou o que tem de melhor e pior na partida contra o Vitória. Melhor, o seu ataque, que não deu muito sossego aos baianos e mais especificamente a Viáfara, que, brincadeiras à parte, pegou muita bola.

O desperdício de chances tem sido recorrente no Coritiba, como também a indolência dos zagueiros em algumas bolas. Pereira e Jéci têm momentos em que pensar ser Beckenbauer. Estufam o peito, fazem pose, giram o corpo e… batem na bola como Pereira e Jéci. É bom Ney Franco indicar logo zagueiros mais confiáveis ao Coritiba.

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Do dever de casa, só não acompanhei ABC x Paraná. O Tricolor, este sim, já pode pensar em 2010. Aliás, deve. Não dá para ficar congelado até a eleição. Rafinha e Zé Carlos precisam ser os primeiros na lista de renovação.

Se os dois candidatos tiverem o mínimo de iniciativa, alinhavam a extensão do contrato dos dois agora mesmo. Poderiam até usar isso como elemento de campanha, prova de que estão realmente afim de arregaçar as mangas e mudar a história do Paraná. Na situação em que está, o Tricolor não pode se dar o direito de esperar dez dias para começar 2010.

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