É sempre igual. Se Walter joga mal, como aconteceu no Atletiba, é porque está gordo. Se joga bem, ou quando marca o gol da vitória na Libertadores, por exemplo, o peso do atacante do Athletico pouco importa.

É curioso, e injusto com o jogador. A não ser que a quantidade de quilos vire parâmetro para avaliação geral. No clássico, jogaram mal, entre outros, pelo Furacão, Lucho, Canesin, Cittadini, Bissoli e Carlos Eduardo, todos com o IMC ideal.

Ora, dizer que Walter está gordo é nada além do que o óbvio ululante, mesmo com os esforços para emagrecer. Basta ver como o pernambucano estufa o manto rubro-negro. Que o corpanzil atrapalha o jogador de inegáveis recursos técnicos, também.

Entretanto, Walter foi, está e, já aos 31 anos, possivelmente, sempre será um jogador acima do peso. Assim, não mais importa se joga ou não arrastando quase 100 quilos pelos gramados do Brasil. Pesado, aliás, já foi brilhante inúmeras vezes.

O que interessa é se joga o suficiente com o físico que ostenta. Na minha opinião, na comparação com outros avantes do elenco, ainda pode ser útil para uma equipe que se contenta em fugir da Série B e levar uma vaga na Sul-Americana de lambuja.

Agora, não tivesse o Rubro-Negro regredido, e os objetivos fossem condizentes com o patamar alcançado em 2019, como avançar às principais fases da Copa do Brasil e Libertadores, o futebol que Walter entrega, com o corpo que tem, seria pouco.

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