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No “saber sofrer” de Autuori e Alberto, quem sofreu foi a torcida do Athletico

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André Pugliesi
12/12/2021 23:11 - Atualizado: 04/10/2023 17:08
No “saber sofrer” de Autuori e Alberto, quem sofreu foi a torcida do Athletico
| Foto: Ramon Lisboa/EM/D. A Press

Há algum tempo, o Athletico se abraçou ao "saber sofrer". Coincidência ou não, quando viu seu elenco despencar em valores técnicos, de 2020 para cá, com o desmonte das equipes campeãs em 2018 e 2019. Sobraram Santos, Thiago Heleno e Nikão. E só.

"Saber sofrer" que, você não é trouxa, é nada além de uma lorota repetida por técnicos para justificar a mediocridade e covardia de seus times. Querem que o torcedor acredite que tomar pressão o jogo todo, sem qualquer recurso para atacar, é parte de uma incrível "estratégia".

Na entrevista de pré-jogo para o duelo em Belo Horizonte, Alberto Valentim meteu essa: "Que nós saibamos sofrer defensivamente". Pois como se viu, pelos 4 a 0, o time não soube sofrer. Mas a torcida aprendeu o que é um vexame numa decisão nacional de Copa do Brasil.

E aí, apelando ao clichê, você também sabe que "pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo". Os 3x0 no Maracanã – quando o bagunçado Flamengo, acredite, amassou um acuado Furacão também pela Copa do Brasil – criaram uma ilusão que o título da Sul-Americana realçou.

Veio o Atlético-MG, com uma seleção montada por seu mecenas, e mostrou que o Rubro-Negro, para o ano que vem, vai precisar voltar a jogar bola se quiser algo na Libertadores. O futebol nota 5,5, suficiente para o bi da Sula e fugir, com emoção, da Segunda Divisão no Brasileirão, pouco servirá.

Ao fim, pode parecer contraditório, mas a temporada 2021 foi excelente em termos de resultado. Veio a segunda taça internacional, na competição que eu considero a melhor possível para o atual patamar do clube. E uma vaga na Libertadores na fase de grupos, oitava participação na história.

Por outro lado, o futebol atleticano foi nada além do meia-boca, e olhe lá. Fruto também da confusão armada em seu departamento técnico, com o diretor Paulo Autuori, que ninguém sabe se é técnico ou não é, e o treinador, pode ser qualquer um, que também não sabe se manda ou não.

O Furacão tem estrutura, torcida, grana, calendário e histórico recente de figuração entre os melhores do continente. Precisa meter a mão no bolso, contratar, trazer um técnico e dar autonomia a ele. Assim, pode voltar a jogar bem, e esquecer o papo furado do "saber sofrer".

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