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Opinião

O que se está esperando para acabar o Paranaense e dar a taça ao Coxa? Mais mortes?

O que se está esperando para acabar o Paranaense e dar a taça ao Coxa? Mais mortes?
| Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo
  • Por André Pugliesi
  • 09/07/2020 12:17

Há impasse para a retomada do Estadual. Como há, também, algumas incertezas relacionadas com outras coisas, aparentemente, menos importantes para parte da cartolagem, tais como a vida dos paranaenses, a capacidade de UTIs no estado etc.

São duas as questões: esportiva e financeira. E, claro, que o dinheiro é o que, definitivamente, está pesando. Parte dos clubes e a Federação Paranaense de Futebol querem a retomada para receber o que resta da grana da DAZN.

A empresa de streaming, que efetivamente banca o Estadual, diante da incompetência dos cartolas em organizar qualquer coisa minimamente viável financeiramente, com a paralisação decidiu suspender os pagamentos pelas cotas de direito de TV.

Faltam cerca de R$ 100 mil por clube, valor referente aos jogos do mata-mata. Quantia que é necessária para que algumas equipes paguem salários prometidos e fechem o caixa. E daí, fica fácil perceber o estado de penúria do futebol local.

Alguns times já fizeram acertos com seus atletas, dispensaram outros e entendem que a volta do Paranaense representaria mais gastos do que eventual faturamento. Assim, a questão da grana tem, realmente, solução difícil.

De resolução mais simples é o aspecto esportivo. E mais importante: a escalada vertiginosa do coronavírus no Paraná é o suficiente para se concluir que não há condição de entrar em campo com segurança. E os casos no Coritiba, um funcionário em estado grave, e no Athletico, diversos contaminados, apenas reforçam.

Não bastasse, o ganho, digamos, "técnico", seria pouco relevante. Com a possibilidade de enxugar os duelos em ida e volta para somente um encontro, entrar em campo uma, duas ou, no máximo, três vezes, teria incremento relativo como preparação para as disputas nacionais que se avizinham.

Resta então, encontrar uma saída burocrática para encerrar o Paranaense 2020. E não há previsão no regulamento da disputa. Daí, não vejo outro caminho que não entregar a taça para o melhor time na fase de classificação: o Coritiba.

38 vezes campeão estadual, certamente o caneco de 2020 (existe?) não terá destaque na galeria coritibana. E, para os demais, livrar-se do Paranaense da pandemia representará, igualmente, uma conquista. Vale até volta olímpica de máscara no CT.

Outra alternativa, ainda menos empolgante, é considerar o certamente 2020 sem vencedor. Ou, quem sabe, para ser mais justo, como sugeriu Alex Brasil, dirigente do Paraná, um campeão diferente: Covid-19.

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