O limite para troca de técnicos no Brasileirão, sugerido pela CBF, e aprovado pela maioria dos clubes, 11 contra nove, é só mais uma bobagem. Uma tentativa, ingênua, de "melhorar" o nível do futebol brasileiro, de cima para baixo.

Vai emplacar tanto quanto o VAR. Uma ferramenta, tecnológica, que, se bem estruturada, até poderia contribuir. Mas, no meio do esculacho e da falta de preparação da arbitragem, em pouco tempo já surge como uma espécie de Disco Laser do futebol.

O que a CBF, e os clubes, naturalmente, precisam se preocupar, é: ajuste do calendário e divisão equilibrada de cotas de TV. A partir daí, decisões difíceis que ninguém topa enfrentar, o futebol nacional poderia, enfim, crescer de forma segura e, como dizem apregoam os especialistas em gestão, sustentável.

Todo o resto é perfumaria. Pode em algum caso ajudar, quanto, em sentido contrário, bagunçar. Ao mesmo tempo em que determinados times podem se organizar melhor, com apostas mais assertivas para o cargo de treinador, outros podem se ver prejudicados, meramente, pelas circunstâncias. E há, até, situações que possam alcançar a Justiça do Trabalho.

Mas alguém pode "argumentar", com chavão que eu adoro: "ah, mas se não podemos ter o ótimo, não devemos tentar o bom?". Não. O limite de técnicos é perda de energia. Melhor se concentrar mesmo no que interessa. Ou, ficar quietinho.

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