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La 12 na Arena do Athletico; conheça a torcida do Boca, a mais perigosa do mundo

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  • PorAndré Pugliesi
  • 22/03/2019 15:05

O Athletico recebe o Boca Juniors, no próximo dia 2/4, na Arena da Copa, o ex-Caldeirão do Diabo e ex-Baixada, pela Libertadores. E, junto com a representação bostera, vem La Doce, ou La Jugador Nº 12, a torcida organizada mais perigosa e influente do mundo.

Não se sabe ainda se haverá restrições para os visitantes no duelo internacional. De certo que, seja em La Bombonera, ou fora de casa, os argentinos costumam colorir de azul y oro o setor, com trapos, faixas, bumbos e instrumentos musicais. E não cansam de alentar.

Alejandro Pagni/AFP

Se não houver qualquer impedimento imposto pela diretoria atleticana, promete rolar um contraste e tanto no Joaquim Américo. Afinal, o Athletico proibiu a entrada de qualquer adereço para sua torcida organizada e ex-aliada eleitoral, a Os Fanáticos.

Das mais vibrantes torcidas do mundo, La 12 é uma verdadeira universidade do crime para facções de arquibancada. São décadas de violência e relações promíscuas com políticos, cartolas e jogadores. Um poder entranhado no cimento e alambrados do estádio na Rua Brandsen, 805.  

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Tudo devidamente documentado e ricamente detalhado no livro do jornalista Gustavo Grabia, “La 12 – a explosiva história da torcida organizada mais temida do mundo”, lançado em 2012. Recomendo fortemente, é fácil de encontrar em livrarias na internet.

Formada entre o final dos anos 60 e início dos 70, La 12 escreveu uma história de traição e sangue entre seus principais capos, no melhor estilo máfia italiana. Quique El Carnicero, o histórico José Barrita, codinome El Abuelo, até o maior de todos, Rafa Di Zeo e, por fim, Mauro Martin.

Di Zeo e Martin, os capos de La Doce

Do para-avalanchas de La Bombonera, os líderes controlam a pulsação da bancada e dominam tudo o que ocorre fora do estádio, nas imediações do bairro La Boca. Faturam com flanelinhas, comércio e, especialmente, com revenda de ingressos para os ultra-concorridos jogos da equipe.

Recentemente, La 12 se envolveu numa polêmica que representa bem o perfil da facção. Integrantes da organizada intimidaram torcedores do Boca que, ao longo de uma partida, resolveram criticar o presidente do clube, Daniel Angelici.

A passagem da facção por Curitiba é promessa de loucas aventuras. Cabe aos órgãos de segurança pública uma atenção especial. Há tempo para estudar e preparar uma estratégia eficiente. Neste caso, apoiar-se na quimera da “torcida humana”, no congraçamento entre os povos, não vai colar.

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