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André Pugliesi

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“São mais popstars que jogadores. Neymar é exemplo”, diz Juca Kfouri

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  • PorAndré Pugliesi
  • 21/03/2019 18:13

Ao longo da Copa do Mundo da Rússia, como enviado da Gazeta do Povo ao evento, conversei com quatro jornalistas sobre os desafios da cobertura. Marcos Uchôa e Mauro Naves, da Globo, Juca Kfouri, da ESPN Brasil e UOL, e Jamil Chade, então do Estadão, agora do UOL.

Tinha alguns planos para o conteúdo que acabaram não se confirmando. E, para não deixar conversas tão relevantes — pelo histórico dos entrevistados, claro — adormecidas num HD do Google em Montain View, Califórnia, resolvi publicar aqui no blog.

Jornalismo Esportivo e cobertura de Copa do Mundo

Marcos Uchôa, rede Globo

Jamil Chade, do UOL

Mauro Naves, rede Globo

Papos que rolaram nas salas de imprensa de Moscou, São Petersburgo e Kazan, sempre antes dos duelos brasileiros no Mundial de 2018. Servem como quatro mini aulas, entre 10 e 15 minutos, para iniciantes no ramo, e chance de reflexão para quem já ganhou rodagem.

E se então o foco era o trabalho dos jornalistas no principal evento da bola, as conversas não perdem validade mesmo meses depois da Copa. Falamos sobre como fugir do ufanismo, boas narrativas, relação da paixão com profissão, novas tecnologias, desafios, boas e más lembranças.

Abri a série com o Marcos Uchôa, da Globo. Agora, publico a conversa com Juca Kfouri, da ESPN Brasil e do UOL. Dos mais experientes jornalistas esportivos do país, ex-diretor de Placar, multimídia, o paulista dá uma geral no atual cenário da cobertura.

Subi o áudio no Youtube para facilitar a degustação. Aproveitem!

Juca Kfouri diz…

“Correndo o risco de ser saudosista, sinto falta de um olhar diferente. Não necessariamente de gente do futebol. Cobertura ficou muito cara, mudança de plataformas ainda não foi bem digerida”.

“Cobertura da televisão me incomoda muito a gracinha desvairada, uma gracinha sem graça, rastaquera, demagógica, populista, só para ter audiência”.

“A paixão pela seleção brasileira foi se arrefecendo. Não que eu misture a CBF com a seleção. Mas jogadores não têm vínculo. E Neymar é maior exemplo disso. São mais popstars do que jogadores de futebol”.

 

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