Às vésperas da final da Sul-Americana, o Atlético virou Athletico e, por algum momento, tudo pareceu se transformar em soccer business. Rebranding, marketing, concept ganharam relevância junto com as cifras envolvidas e o buzz gerado nas redes pela estrepitosa transformação do clube.

Nada como a bola rolar para reequilibrarmos o peso das coisas. Nada como um estádio lotado para desanuviar as ideias. Nada como uma taça erguida aos céus para sermos tragados, novamente, ao que realmente interessa no esporte.

O futebol, evidentemente. Os personagens do campo e da casamata técnica. E, especialmente, os heróis da arquibancada. É lá, no concreto armado, que “a magia acontece”. Cartolagem, cota de TV, marca, negociações são importantes, óbvio, mas ficam em segundo plano. Sempre.

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Afinal, não é só futebol, como já virou clichê. E muito menos é tão soccer business. Portanto, saem de cena apresentações via web, metamorfoses midiáticas e entram os flagras registrados ao longo do triunfo atleticano sobre o brioso Junior Barranquilla.

Tais como o do menino Henrique Tuoto, um pequeno rubro-negro que já virou xodó do clube. Com 10 anos, o atleticano acompanhou o time na Colômbia, no 1 a 1. E nos ombros do pai, Marco, o menino protagonizou um dos melhores vídeos da noite histórica na Baixada.

Na vibração de Henrique, na imitação do gesto do general Thiago Heleno, no agradecimento emocionado, pouco importa se é Atlético ou Athletico. O sentimento do torcedor fala mais alto, a atmosfera da arquibancada prevalece, o futebol é maior do que tudo.

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