Você, amante do futebol. Reúna a família, capriche na tábua de frios, salaminho cortado na gilete, vista a melhor calça de moletom, pantufa e se prepare: vem aí a última e, ao mesmo tempo, maior final do futebol mundial. Não dá para perder.

Com a camaradagem do VAR ou não, com o ‘toco y me voy’ da Conmebol para favorecer ou não, o fato é que Boca Juniors e River Plate, o maior clássico sul-americano e, talvez, mundial, será conflagrado na decisão da Libertadores, a competição mais importante da região.

Motivo para loucura, psicopatia y caos, como diria aquele site, mas, também, angústia, tormento e perturbação. Afinal, a gloriosa Conmebol, aquela organização dos cartolas presos em série, teve a brilhante ideia de chupinhar o sistema da Liga dos Campeões.

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Assim, a partir de 2019, tanto a Libertadores, quanto a Sul-Americana, terão duelos decisivos em jogo único e campo neutro. A primeira em Santiago, no Chile, e a segunda em Lima, no Peru. Seja lá quais times alcancem a finalíssima.

É, sem dúvida alguma, uma conspurcação do esporte. Elimina-se o fator mando de campo, o peso das torcidas, e chance de cada um defender o título no seu campo. Em troca de, claro, a única coisa que interessa aos dirigentes: grana. O resto que se exploda.

“Ah, mas na Champions League é assim”. “Ah, mais os patrocinadores”. “Ah, mas o soccer business”. “Ah, mas ou vocês começam a ouvir o que eu estou falando ou vou ter que sair do grupo”. Ora, por favor, não caia na gaita da cartolagem. Futebol é torcida. E se há algo para “capitalizar”, que seja a massa.

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E nada mais simbólico do o capítulo final mande a campo bosteros e millonarios numa final de rivalidade jamais vista. Na Libertadores, nunca ocorreu. Em 58 decisões, nunca inimigos mortais se enfrentaram. É, por exemplo, o primeiro encontro entre argentinos.

Na Liga dos Campeões, da mesma forma. As duas finais entre Real Madrid e Atletico de Madrid (2013/14 e 2015/16) foram importantes, mas não equivalem. O mesmo para o choque alemão Borussia e Bayern (2012/13). Mesmo peso seria Real Madrid e Barcelona, Inter e Milan, United e Liverpool.

Menos mal, sobrou uma chance de acompanhar um dos mais trepidantes confrontos da história do futebol mundial. E torcer para que, em tempo, a Conmebol desista da ideia estúpida da final em mão única, uma cópia mal ajambrada dos europeus.

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