Mario Celso Petraglia só quer saber de mudar o Atlético-PR. O nome, as cores, o escudo. Seria o desfecho de um processo encampado pelo dirigente há anos. Campanha que já transformou o Caldeirão em Geladão e está esganando até à morte a torcida organizada Os Fanáticos.

Curiosamente, a sanha personalista ressurge num momento de projeção do time. Com chances concretas de ir à final da Sul-Americana e bem posicionado no Brasileirão. O Furacão recuperou respeito pelo que faz com a bola nos pés. Mesmo assim, o cartola avança com o projeto cosmético.

E por que caímos na dele? Ora, porque o que diz é grave. Não se sabe se fará, mas se fizer, atinge a identidade de um clube na trilha do centenário. Há quem diga que é tudo lorota e as mexidas serão mínimas. É aquela coisa, você propaga o terror e emplaca o que quiser.

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Seja como for, espanta como Petraglia faz do Atlético o seu brinquedo. Com a anuência dos conselheiros, claro, de quem se espera que apenas compareçam aos convescotes no CT do Caju e assintam com absolutamente tudo, sem qualquer questionamento.

O dirigente costuma justificar as medidas que empurra com “é o melhor para o clube”. O problema é que Petraglia confunde o Atlético consigo próprio. Entende que tudo que for melhor para si, só pode ser melhor para o clube. Sente-se tão ou mais importante que a instituição.

O cartola tem convicção de que o clube só chegou até 2018 por sua causa. Antes dele, era o nada. O vazio. O inexistente. O inabitado. O desprezível. O insignificante. Assim, do alto de quem “salvou”, na metade dos anos 90, uma instituição já com 70 anos, sente-se onipotente.

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Em todo o caso, e em se tratando de uma modificação que se pretende arrojada, é razoável pensar, ou ao menos, sugerir, que Petraglia fará uma convocação geral para que os torcedores opinem sobre as alterações de cores, escudo e nome.

O dirigente costuma clamar para aos atleticanos que se associem e, segundo o cartola, há cerca de 18 mil associados em dia. Contingente que mensalmente põe dinheiro no Furacão e, de acordo com algumas contingências, pode, inclusive, escolher quem dirige o clube.

Para tema de tamanha importância, é justo que se convoque mais do que uma assembleia extraordinária de sócios. Mas que o assunto seja debatido em todas as frentes de torcedores possíveis, haja previsão estatutária ou não. Afinal, o Atlético não é apenas daqueles que depositam dinheiro em sua paixão.

É só o pacote básico. Por mais que Petraglia trate o clube como mero entretenimento, ainda que fosse, não cabe ao presidente do Deliberativo ou somente ao conselho tomar decisão tão fulcral. É resolução histórica e, como tal, deve, no mínimo, ouvir a torcida. Ou será que nada disso vai ocorrer?

Aguardemos.

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