O Atlético-PR pretende revelar em breve o resultado de um plano ambicioso de mudança de identidade. Mario Celso Petraglia disse, em entrevista à rádio Transamérica, que “muda cor, muda tudo”, sem dar maiores detalhes da nova empreitada.

As alterações eventuais de escudo e, até, nas cores do clube, representariam mais um passo, talvez o último, no processo de descaracterização que o Furacão sofre nas mãos de Petraglia. Da história de mais de 90 anos, pouco restou e, talvez, nada restará.

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É preciso ressaltar que um clube de futebol não tem dono. E embora o cartola se comporte como tal há, pelo menos, seis anos, não é o proprietário de uma paixão que atravessa gerações. Logo, qualquer modificação tem de respeitar, obrigatoriamente, a história.

Petraglia faz de tudo para menosprezar o passado do clube. Sugere que o escudo é cópia do Flamengo, que as cores também, que a mudança no sentido das listras da camisa, do horizontal para o vertical, foi uma imitação do Milan, e por aí vai. Para o cartola, tudo originado antes dele é desprezível.

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Falta o mínimo de sensibilidade para perceber que, seja qual tenha sido a origem, se “inspirada” em outros clubes ou não, são escudos e cores que acabaram consolidados. Com dezenas e dezenas de anos, viraram a identidade do Atlético e são os símbolos com os quais os torcedores se identificam.

Logo, não basta contratar os melhores designers da Disney ou embarcar numa onda minimalista italiana. Não sou contra mudanças, modernizações, adequações. Mas, antes de qualquer coisa, é preciso respeito com a instituição. Sentimento que Petraglia não costuma mostrar.

Do contrário, de um estádio que já foi conhecido como Caldeirão do Diabo e hoje lembra uma arena americana qualquer, e de uma torcida tida como uma das mais vibrantes do país que virou uma pálida lembrança, nem mesmo pelas cores o Atlético será reconhecido.

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