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Athletico precisa se livrar da pecha de “time de pijama”. Tem potencial para isso

Athletico precisa se livrar da pecha de “time de pijama”. Tem potencial para isso
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  • PorAndré Pugliesi
  • 02/05/2019 16:13

Aproveito a expressão utilizada pelo colega Rafael Porto, da Transamérica, para tratar, pela enésima vez, de uma sina que atormenta o Athletico. E pergunto: afinal, por que o Rubro-Negro é tigrão na Arena e tchutchuca fora de casa?

Já são três derrotas nos três jogos do conjunto principal longe de Curitiba. E, convenhamos, não foram para oponentes absolutamente imbatíveis em seus domínios. Na Libertadores, para Tolima e Jorge Wilstermann, este impulsionado pela altitude, ok. Mais o Fortaleza, no Brasileirão.

TABELA BRASILEIRÃO 2019: Classificação, jogos e resultados

E assim, claro, surge imediatamente a teoria de que tudo está ligado ao tipo de gramado. Que, no renovado Joaquim Américo, o Furacão prevalece graças ao piso sintético. E, fora de seu bunker, não consegue ter o mesmo rendimento num terreno natural.

Os atleticanos detestam que se aponte algum benefício da equipe por causa do céspede tecnológico da Baixada. Ora, parece evidente que influencia. E pesa como qualquer espécie. Mais rápido, mais lento, mais pesado, enfim. Difícil é saber qual o tamanho da diferença.

O fato é que o gramado é regulamento pela Fifa, aprovado pela CBF, e pode ser utilizado normalmente. É fato também que o Furacão não cansa de dar argumentos, mesmo que rasos, para quem o aponta como time de sintético. E é indiscutível, ainda, que o time precisa melhorar fora.

Incomodado com a situação, o técnico Tiago Nunes até arranjou uma estatística para minimizar as cobranças. De que o Athletico tem retrospecto dentro da média dos clubes brasileiros quando atuam como visitantes: na casa dos 20%.

O número, entretanto, não cola. O Furacão precisa comparar seu desempenho como visitante com os times que, como ele, têm excelente performance como mandante. Foi o que eu fiz, e é considerável a disparidade entre o Athletico e as melhores equipes dentro de casa do Brasileirão 2018.

No Nacional 2018, o Rubro-Negro fez 44 pontos na Arena e 13 fora (22% de aproveitamento como visitante). Os outros quatro melhores mandantes foram: Palmeiras, 50 pontos em casa e 30 fora (52%); o Internacional, 46 em casa e 23 fora (40%); o Flamengo, 44 em casa e 28 fora (49%); e o Grêmio 41 em casa e 25 fora (43%).

É mais uma amostra de como há problemas a resolver. Um time que não consegue se firmar como visitante, e avança fora só quando faz o resultado em casa, como na Sul-Americana 2018, deve ter dificuldades para brigar por títulos. Ainda está em tempo.

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