A derrota para o Grêmio, no Couto Pereira, complicou a vida do Coritiba no Campeonato Brasileiro. Ao invés de vencer para se afastar da zona de rebaixamento e praticamente encerrar o assunto, o clube perdeu nos acréscimos e voltou de vez ao grupo de times que sofre com o risco de rebaixamento à Série B.
A probabilidade de o Coxa cair passou de 1,9% antes do confronto para 6,2% depois de ceder a primeira vitória do Tricolor gaúcho como visitante no Brasileirão. Ou seja, o risco coxa-branca aumentou 226% após os 90 minutos, de acordo com o Departamento de Matemática da UFMG.
O clube segue com 39 pontos, na 12ª colocação, mas agora a distância para o próprio Grêmio, primeiro time da ZR, é de cinco pontos. E os próximos dois adversárias do Coritiba também são candidatos à queda: Vitória (6,4%) e Internacional (38,5%).
Atualmente, o risco de Grêmio e Corinthians está na casa de 60%, enquanto Chapecoense e Remo estão virtualmente rebaixados faltando seis rodadas para o fim do campeonato. O número mágico hoje pode ser considerado 44 pontos – apenas 3% de risco. Com 43 ou 42 pontos, no entanto, também há menos de 50% de possibilidade de descenso: 13,4% e 36,9%, respectivamente para cada pontuação.
Na para de cima da tabela, a disputa pelo título também segue acirrada, ponto a ponto. No momento, as chances do líder Flamengo são de 69,6% contra 30,4% do vice-líder Palmeiras. Porém, a tabela reserva um confronto direto entre eles. E, nas duas últimas rodadas, eles invertem jogos contra o ameaçado Coritiba e a rebaixada Chapecoense.
Na disputa pelo G4, Cruzeiro e Athletico estão bastante consolidados, com chances acima de 80%. de vaga direta pela Libertadores. O Fluminense, no entanto, segue na briga com 49,1% e apenas três pontos abaixo de ambos na tabela de classificação.