Apesar da intensa e histórica rivalidade, capaz de parar a capital paranaense, não são poucos os jogadores que vestiram tanto a camisa do Athletico como a do Coritiba ao longo das carreiras.
O que antigamente suscitava as paixões e acusações de “vira-casaca”, cada vez mais vem se tornando comum no futebol moderno, marcado pelo foco agressivo no aspecto financeiro, em detrimento do apelo afetivo. Cenário que torna mais raro o atleta que, diante de uma oportunidade, se recusaria a defender um time rival.
Os exemplos não são poucos e estarão presentes inclusive no Atletiba deste domingo (22), na Arena da Baixada, pelo Brasileirão 2026, desta vez, no lado alviverde: o zagueiro Jacy e os atacantes Pedro Rocha, Breno Lopes e Fabinho já vestiram a camisa rubro-negra.
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O UmDois Esportes listou 15 jogadores que “viraram a casaca” e já usaram o verde e branco do Coritiba e o vermelho e preto do Athletico em diversas épocas. Se você lembra de mais algum nome, deixe nos comentários da matéria!
Jogadores que já passaram por Athletico e Coritiba
Jacy
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O zagueiro de 28 anos é um dos principais pilares do Coritiba comandado por Fernando Seabra neste Brasileirão. Com imponência física e dedicação, Jacy é o típico “operário da bola”. História que começou justamente no CT do Caju, nas categorias de base do Athletico. O grandalhão, no entanto, não se firmou no Furacão.
E teve de rodar muito para ganhar destaque no cenário nacional, defendendo equipes menores como Rio Branco-PR, São Joseense, Desportivo Brasil, Pouco Alegre e Cascavel, antes de se destacar no Operário e chamar a atenção do Coxa na disputa da última Série B.
Breno Lopes
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Após surgir no Joinville e ganhar sequência no Juventude, Breno Lopes chegou ao Athletico como mais uma aposta em 2020. A passagem do atacante, no entanto, foi tão apagada, que não seria exagero dizer que muitos sequer se lembram dele em campo com a camisa rubro-negra.
Foram somente cinco partidas pelo Furacão, com um gol marcado, antes de voltar para o Juventude. Pouco depois, o jogador brilharia com a camisa do Palmeiras, com títulos de Brasileirão e Libertadores, inclusive marcando gol decisivo em final continental. Agora, Breno virou a contratação mais cara da história do Coritiba.
Pedro Rocha
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O atacante já era nome conhecido no cenário nacional quando chegou ao Furacão em 2021. Ele havia surgido com muito destaque no Grêmio e, na sequência, sido vendido ao Spartak Moscou, da Rússia. No retorno ao Brasil, Pedro Rocha também passou por clubes como Cruzeiro e Flamengo.
Em 2021, ele foi apresentado como reforço na Arena da Baixada. Naquela temporada, marcou seis gols em 29 partidas, enquanto em 2022 foram mais dois tentos em 16 jogos. A passagem, no geral, não deixou saudade. Ele rodou por Fortaleza e Criciúma, antes de se destacar pelo Remo e chamar a atenção do Coritiba.
Marlos
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O meia surgiu na base do Coxa em 2006, ajudou o time no título do acesso à elite em 2007 e levantou ainda a taça do Paranaense no ano seguinte. Natural de São José dos Pinhais, Marlos nunca escondeu que vinha de uma família de atleticanos e revelou ser torcedor do Furacão desde a infância. Ele realizou o desejo de jogar pelo Athletico em 2022, logo na estreia marcou um golaço sobre o Palmeiras, mas o clube resolveu não renovar seu contrato ao final da temporada. Aposentado, Marlos teve uma experiência recente como cartola do São Joseense.
Adriano
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O lateral-esquerdo também foi revelado pelo Verdão. Em quatro temporadas pelo Coritiba conquistou os Paranaense de 2003 e 2004. Depois, fez história na Europa, especialmente com a camisa do Barcelona, da Espanha, e voltou ao Brasil em 2019 para atuar pelo Furacão.
No ano seguinte, conquistou o Estadual pelo Rubro-Negro justamente em cima do rival. Mas a passagem foi abaixo das expectativas e terminou de forma precoce. O jogador, ao todo, fez apenas 17 partidas com a camisa do Athletico.
Raphael Veiga
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Veiga teve boa passagem pela base do coxa-branca, mas foi pouco aproveitado no time principal. Ele estreou como profissional em 2016 e, em 24 partidas, fez três gols e deu três assistências. Na sequência, logo se transferiu ao Palmeiras no ano seguinte e, por empréstimo, jogou pelo Furacão em 2018.
Naquela temporadas foi fundamental na campanha o título da Sul-Americana. Em 48 jogos, fez nove gols e deu oito assistências. Foi a partir daquele ano que voltou a se destacar no futebol brasileiro. Ele voltaria ao Palmeiras para fazer história como multicampeão. Atualmente, defende o América, do México.
Chico
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O jogador chegou para a base do Furacão vindo do PSTC. Em quase cinco temporadas no Athletico, entre 2005 e 2010, atuou como volante em mais de 100 jogos com sete gols como profissional. Em 2012, foi emprestado ao Coritiba pelo Palmeiras.
No ano seguinte, chegou em definitivo no Alto da Glória para conquistar seu primeiro – e único – campeonato paranaense. Foram três anos de destaque, já atuando como zagueiro, tendo feito 91 jogos e marcando cinco gols com a camisa alviverde.
Rhodolfo
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Cria do Athletico, o zagueiro acumulou conquistadas na base. As atuações o credenciaram a ser titular absoluto do time principal entre 2007 a 2010, mas sem conquistar nenhum título. Depois de rodar por São Paulo, Grêmio, Besiktas-TUR e Flamengo, passou por um ano pelo rival.
No Coxa, em 2020, enfrentou o Athletico em cinco oportunidades, marcando um gol em um Atletiba da primeira fase do Paranaense. Ao final daquela temporada, o Coritiba acabou rebaixado e Rhodolfo não deixou saudades na torcida alviverde.
Thiago Carleto
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O lateral ficou marcado por ter trocado de camisa de uma temporada para a outra. Apesar de ter sido um dos destaques do Coritiba em 2017 (com dois gols e oito assistências) e recebendo o prêmio de melhor lateral-esquerdo da Bola de Prata da ESPN, não conseguiu ajudar o time coxa-branca a evitar o rebaixamento ao fim da temporada.
No ano seguinte desembarcou no CT do Caju para atuar com a camisa atleticana. Em 2018, por apenas sete meses, fez 19 jogos, marcou três gols e deu três assistências. Em ambos times destacou-se por suas potentes cobranças de faltas.
Marcos Aurélio
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Emprestado pelo Bragantino em 2006, o atacante foi um dos destaques do Athletico no Brasileiro daquele ano. Mas o que mais marcou a passagem do atacante pela Baixada foi a vitória sobre o River Plate na Copa Sul-Americana.
No primeiro jogo das oitavas de final, Marcos Aurélio marcou o gol da vitória por 1 a 0 no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, diante de um River que contava com as estrelas Higuaín e o colombiano Falcao García. No Coritiba, Marcos Aurélio conquistou títulos. Além dos Paranaenses de 2011 e 2010, o atacante foi uma das peças-chave do Coxa na conquista da Série B e do acesso em 2010.
Tuta
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A carreira do atacante Tuta ficou marcada pelo gol do título do Coritiba no Paranaense de 2004. Na comemoração, o centroavante fez sinal para a torcida do Athletico se calar na antiga Arena da Baixada o que conquistou a torcida alviverde e gerou irritação no lado rubro-negro. Mas antes daquele episódio, Tuta fez muito barulho com a torcida do Furacão. O atacante foi fundamental na quebra do jejum de oito anos sem títulos no Paranaense de 1998, ao ser o artilheiro da competição com 25 gols.
Lima
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O atacante Lima teve passagem marcante pelos dois rivais, conquistando títulos: o Paranaense de 2003 pelo Coxa e o de 2005 pelo Furacão. No Alto da Glória, além do Estadual, Lima foi um dos destaques na classificação do Coxa à Libertadores, com a quinta colocação do Brasileiro de 2003. Já no Rubro-Negro ficou marcado por ser o autor do gol do título de 2005 na Baixada, justamente sobre o rival. No mesmo ano, também teve boa participação no vice da Libertadores do Furacão. Lima também passou pelo Paraná, mas sem deixar saudades.
Edinho Baiano
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O zagueiro foi campeão pelos rivais. Em 1998, ganhou o Paranaense de 1998 pelo Athletico. E, após passagem pelo futebol japonês, retornou para Curitiba e alcançou o título Estadual pelo Coritiba, em 2003. O jogador ainda é ídolo pelo Paraná Clube, ao ter conquistado quatro conquistas títulos paranaenses entre 1994 a 1997.
Rafael Cammarota

O goleiro talvez seja o jogador que mais tenha conseguido sucesso ao atuar pelos rivais. Depois do título de campeão paranaense em 1983 pelo Furacão, o arqueiro chegou ao Coxa no final de 1984 para no ano seguinte ser a principal peça na conquista do maior título alviverde, o Campeonato Brasileiro de 1985.
Zé Roberto

Não está na história de Athletico e Coritiba à toa: o atacante foi escolhido o melhor jogador do futebol paranaense de todos os tempos em votação da Gazeta do Povo, em 2008. Considerado a maior revelação do São Paulo à época, Zé Roberto veio para o Furacão praticamente de graça em 1968 por ser um jogador problema. No primeiro ano com a camisa rubro-negra, foi o artilheiro do Paranaense com 24 gols o que fez o Tricolor paulista reintegrá-lo.
Enquanto o Athletico tentava juntar dinheiro para trazer Zé Roberto de vez para a Baixada, o Coritiba fechou com o jogador em 1971. E, já no primeiro jogo com a camisa alviverde, ele não deu sequer oportunidade de ser questionado pela torcida de seu novo clube. Marcou um golaço no amistoso com o Rapid Viena, da Austrália, e foi aplaudido de pé. Na sequência, conquistaria os Estaduais de 1971, 1972 e 1973, além do Torneio do Povo em 1973 pelo Coxa.