Tudo leva ao Atletiba. Os técnicos e jogadores de Athletico e Coritiba já esquentaram o clima para o clássico, válido pela oitava rodada do Brasileirão 2026. O duelo acontece neste domingo (22), às 16h, na Arena da Baixada, em Curitiba, e já tem ingressos esgotados no setor destinado para a torcida visitante.
“Domingo é guerra”, resumiu Odair Hellmann, treinador rubro-negro. O curioso é que a torcida alviverde que esteve em Mirassol cantou exatamente a mesma coisa.
Os jogadores rubro-negros, logo após a vitória sobre o Cruzeiro, já deixaram o campo focados no Atletiba. Quem deixou isso claro foram o meia João Cruz, revelado na base rubro-negra, e o lateral-direito Gastón Benavídez. “Clássico é sempre um campeonato à parte. A gente deve isso para o nosso torcedor, uma vitória dentro de casa nesse clássico”, disse João.
“Depois que acabou a partida, falamos no vestiário o que significa a partida de domingo. É uma obrigação nossa ganhar e vamos fazer todo o possível para ter os três pontos em casa. Temos que aproveitar esse triunfo, que nos dá muita confiança, e chegar bem no clássico”, revelou Benavídez, na zona mista.
Embalado, Coritiba prega cautela no Atletiba
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Já pelo lado do Coxa, existiu muito mais cautela. Com o time embalado por três vitórias consecutivas (Corinthians, Remo e Mirassol), o clube do Alto da Glória quer evitar qualquer tipo de euforia. O técnico Fernando Seabra e o zagueiro Maicon, por exemplo, só passaram a pensar no Athletico nesta quinta-feira (19).
“São duas equipes que vem de campanhas importantes, ainda mais vindo de uma Série B. É difícil fazer uma projeção mais concreta porque não tenho acompanhado o Athletico de perto, vou me inteirar bastante agora. O que posso dizer é que, como todo os jogos da Série A, um jogo muito difícil. Um jogo que tem um peso e valor simbólico importante por se tratar de um clássico, que mobiliza muita gente. Vamos nos dedicar 100% para trazer o melhor jogo possível e trazer o melhor resultado possível”, avaliou Seabra.
“O jogo contra o Athletico vamos pensar a partir de amanhã. A gente ainda tem um tempinho para comemorar essa vitória, que foi muito importante. Neste ano já conseguimos quebrar três tabus, então estamos de parabéns. Amanhã [quinta] vamos nos preparar bastante para o clássico no domingo “, completou o veterano defensor.
Já o volante Wallisson já tem o plano de Seabra: garra e contra-ataques. “Sobre o Atletiba, pode esperar um time muito aguerrido. Um time de guerreiros que quando tem que defender, defende. Quando tem que atacar, é muito vertical. Temos conseguido fazer grandes jogos e aproveitar para convocar nosso torcedor para ir lá e lotar, como sempre tem sido”, apontou o completou Walisson.
Athletico tenta dar fim em sequência de freguesia para o Coritiba
Sem vencer o maior rival há quase três anos, o Athletico tem a chance de voltar a vencer o Coritiba após 1.043 dias. O último triunfo aconteceu no dia 14 de maio de 2023, em uma virada épica pela sexta rodada do Brasileirão.
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Desde aquele confronto, o Furacão não venceu mais. São três empates e três vitórias do Coxa nos últimos seis embates. Para completar, neste período o Rubro-Negro só conseguiu marcar uma vez e sofreu cinco gols. De quebra, os dois últimos confrontos na Arena da Baixada terminaram com festa alviverde. O Coxa venceu por 1 a 0 na primeira fase do Estadual deste ano e também no duelo do primeiro turno da Série B 2025.
Segundo levantamento do UmDois Esportes, esse é o maior jejum do Furacão deste século levando em conta o número de dias, ou seja, o período de tempo.
O único intervalo semelhante que o Athletico ficou sem vencer o principal rival foi de 888 dias, entre 29 junho de 2009 e 4 dezembro 2011. Naquele intervalo, foram seis empates e quatro vitórias do Coxa em nove confrontos (seis pelo Estadual e três pelo Brasileirão).
Já entre 2014 e o início de 2016, foram 575 dias sem vitórias rubro-negras. O Coxa emendou uma sequência de quatro vitórias e um empate nos clássicos desde período, mas foi derrotado por 3 a 0 no jogo de ida da final do Paranaense de 2016, conquistado pelo Furacão.
Outro período desfavorável ao Rubro-Negro foi entre 28 de novembro de 1999 e 24 de fevereiro 2002. Nesses 819 dias, aconteceu um empate e quatro triunfos alviverdes em cinco clássicos. Mesmo no ano que o Athletico se sagrou campeão brasileiro, o Coritiba conseguiu duas vitórias no Estadual e empatou, sem gols, no único duelo pelo torneio nacional.