Athletico e Coritiba escaparam de sanções Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) por dívidas em aberto. A agência criada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com a objetivo de aplicar regras de fair play financeiro finalizou julgamentos da segunda verificação de solvência de 2026 e, ao todo, 12 times da Série A do Campeonato Brasileiro tiveram falta de pagamentos sinalizados.

No caso da dupla Atletiba, mesmo com dívidas não quitadas até a data de corte de 30 de junho, não houve novas sanções aplicadas nos julgamentos. Entenda os casos abaixo:

  • No caso do Coxa, o clube declarou tributos federais vencidos e não pagos até 30 de junho. Os débitos foram incluídos em transação e parcelamento com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Em setembro, a certidão de regularidade fiscal foi obtida, mas a agência manteve o status de atraso porque a regularização só aconteceu após a data de verificação. Porém, sem nenhuma sanção.

Procurado pela reportagem, o Coritiba disse que não há qualquer pagamento em aberto e que essa pendência foi integralmente regularizada no mês seguinte.

  • Já a situação do Furacão tem relação a uma dívida já julgada anteriormente com o Vasco. O clube paranaense alegou que o valor em aberto poderia ser compensado com um débito do próprio Vasco com o Athletico – o que não aconteceu ainda, por isso a sinalização da pendência, mas sem outra sanção.

Também procurado, o Athletico ainda não se manifestou sobre o tema.

Risco de transfer ban

Quatro equipes pode ser punidas com transfer ban – a impossibilidade de registrar novos jogadores – caso não quitem os débitos deste ano em prazo de 45 dias: Grêmio, São Paulo, Atlético-MG e Internacional.

Outros times foram apenas advertidos em seus casos: Botafogo, Corinthians, Remo, Santos, Vasco e Vitória.

Quais são as principais regras do Fair Play Financeiro?

O Fair Play Financeiro no Brasil prevê fiscalização três vezes ao ano: 31 de março, 31 de julho e 30 de novembro de cada temporada. Todas as informações devem ser registradas em tempo real no sistema chamado Domestic Transfer Matching System (DTMS). Os clubes e até mesmo os jogadores poderão denunciar a falta de pagamento.

As transações entre os clubes deverão ser detalhadas no sistema, incluindo a forma de pagamento. Os contratos de todos os atletas deverão ser detalhados, inclusive os valores em CLT e os direitos de imagem. O cadastro no DTMS é pré-condição para publicação do contrato do jogador no Boletim Informativo Diário (BID). Entenda como é o funcionamento do fair play financeiro.

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