O dilúvio que caiu em Curitiba e atrapalhou o clássico entre Coritiba e Athletico na última sexta-feira (11) também foi responsável por mudar a estratégia do Santos para o jogo do dia seguinte contra o Cruzeiro. O técnico Cuca, que acompanhou o Atletiba com seus auxiliares, manteve o mistério na escalação justamente por causa das fortes chuvas que também atingiram o Litoral Paulista.
Apesar de a chuva ter dado uma trégua durante a partida, o gramado da Vila Belmiro ficou bastante castigado, o que fez Cuca mudar os planos. De acordo com o jornalista Lucas Musetti, o treinador havia pensado em utilizar uma formação com quatro defensores e o jovem zagueiro João Ananias improvisado na lateral esquerda. No entanto, optou por uma linha de três zagueiros.
“A partir do dia, se entendeu que o clima não seria tão ruim, mas o gramado estaria desgastado e o Santos precisaria de um jogo aéreo mais forte. O Cuca apostou, e apostou bem, que os jogadores mais inteligentes e que fazem mais de uma função conseguiriam entender o jeito de jogar, mesmo que não tenha sido treinado”, contou Lucas Musetti, em seu canal no YouTube.
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Além da mudança no sistema, Cuca promoveu a estreia do atacante Everton Cebolinha, que atuou como ala-esquerdo. A decisão aconteceu após o treinador analisar como o Athletico havia se posicionado na rodada anterior contra o mesmo Cruzeiro.
“Quando Cuca analisou Cruzeiro e Athletico Paranaense, deu para ver que o Athletico povoa o meio e impõe dificuldade para o Cruzeiro. Cebolinha falou: ‘Estou acostumado, me coloca para fazer’”, destacou Musetti.
A estratégia de Cuca deu certo, e o Santos venceu o Cruzeiro por 2 a 1, com gols de Rollheiser e Fabrício Bruno, contra. O Alvinegro embalou a quarta vitória nos últimos cinco jogos, subiu para 35 pontos e já abriu sete de vantagem para a zona de rebaixamento.
De acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o risco de queda para a Série B caiu para apenas 1,8%.
Técnicos de Athletico e Coritiba criticaram clássico com gramado ruim
O técnico Fernando Seabra, do Coritiba, lamentou que o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães tenha decidido iniciar o clássico com o gramado do Couto Pereira ainda completamente encharcado.
“A gente compartilhou entre nós que não tinha condição de jogar futebol e decidiu conversar com o Wagner. Colocou que a qualidade do jogo vai estar prejudicada e tem muito risco de lesão. Ele, obviamente, é o árbitro, assume a responsabilidade e o critério é sempre dele. É uma coisa ruim para o Campeonato Brasileiro”, disse.
Do lado do Athletico, o treinador Odair Hellmann compartilhou do mesmo pensamento crítico.
“Não jogamos futebol, nós ficamos lutando, chutando bola para frente, chutando bola para frente, bola parada, cobrança de lateral. Um clássico desse nível, no momento que os dois clubes estão na tabela, tinha que ter um pouquinho mais de consideração e respeito pelo futebol paranaense, para que a gente pudesse jogar um jogo de futebol de verdade e quem jogasse melhor conseguisse a vitória”, detonou.
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Uma forte chuva atingiu Curitiba nas horas que antecederam a partida e deixou diversas poças no gramado do Couto Pereira. A bola chegou a ficar presa em alguns pontos do campo durante os testes realizados antes do confronto.
Por causa das condições do gramado, o início do clássico também sofreu um pequeno atraso. Mesmo com as dificuldades, Coritiba e Athletico protagonizaram um jogo movimentado, que terminou empatado por 3 a 3, em um gramado alagado.
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