Um dos destaques atuais do Athletico, o meia David Terans completou dois meses no clube na última semana. Uma das três contratações até agora, o uruguaio falou sobre o momento no Furacão, a surpresa com o rodízio no time, o calendário apertado de jogos e o Peñarol, seu ex-clube.

Contratado em maio com um vínculo de quatro anos, o camisa 80 contou sobre o processo de adaptação no Rubro-Negro e que tem sentido à vontade, principalmente com a liberdade para jogar.

“O treinador me dá liberdade para jogar como no Peñarol, sendo livre no ataque e podendo trocar de posição com os meus companheiros que vão por fora, o fiz muito no Peñarol, e me senti confortável. Essa situação foi fundamental para me adaptar o mais rápido possível. Além disso, os companheiros me receberam da melhor forma, me fizeram sentir em casa, isso foi muito importante”, disse em entrevista ao programa 100% Deporte, da rádio Sport890, na última quinta-feira.

Peça fundamental no sistema ofensivo do Furacão, Terans tem atualmente quatro gols e quatro assistências na equipe. O último gol foi na vitória sobre o Internacional, por 2 a 1, na Baixada, de falta.

Terans também falou sobre o rodízio adotado pelo técnico português António Oliveira.

“Acho que o que mais me surpreendeu foi o rodízio da equipe. Somos um elenco pequeno, mas o treinador muda constantemente, quatro, cinco trocas e às vezes o time inteiro. E a equipe continua funcionando da mesma forma, isso me surpreendeu muito. Para o jogador é fundamental se sentir importante no elenco. Quando estive no Atlético-MG éramos 40 jogadores e não havia rodízio”, disse.

O uruguaio também falou sobre o desempenho dos times brasileiros nos torneios continentais.

“Tecnicamente eles são muito bons e a dinâmica do futebol é maior, os campos ajudam nesse sentido. Nós (Athletico) jogamos no sintético, que é um campo muito rápido”.

Calendário apertado

Mesmo há pouco tempo no Athletico, Terans já percebeu as dificuldades do calendário apertado do futebol brasileiro. O Furacão, por exemplo, disputa o Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil, a Copa Sul-Americana e o Brasileirão.

“Num domingo jogamos pelo Campeonato Brasileiro, depois viajamos para a Colômbia e alguns dias depois jogamos em Fortaleza. Depois de uma semana fora de casa, voltamos e fizemos a partida contra o América de Cali. É tudo muito dinâmico, os tempos de recuperação são outros, mas o jogador gosta de jogar com frequência”.

Volta ao Peñarol?

Antes de ser contratado pelo Athletico, Terans estava no Peñarol, emprestado pelo Atlético-MG. No clube uruguaio, não conquistou títulos, mas suas atuações foram importantes para a equipe, onde reencontrou o futebol e virou protagonista.

Na primeira temporada, fez 37 jogos, com 15 gols e seis assistências. Em 2021, foram seis jogos e três gols. Ele lamenta não ter jogado muitas partidas com a presença de público.

“Só pude jogar três partidas com o público nas arquibancadas, eu teria gostado em ver toda o povo gritando gols, deve ser lindo”.

Terans também falou sobre uma possível volta ao Peñarol no futuro.

“Falando com o Lolo (Fabián Estoyanoff, também ex-jogador do Peñarol), disse que espero algum dia voltar porque seria uma revanche em tudo. Seria lindo desfrutar de toda a gente de Peñarol. Espero que mais para frente eu tenha a chance de voltar, seria algo muito bom e algo que eu quero, mas isso não dependa só de mim”, disse o uruguaio.

Com Terans, o Athletico volta a campo contra o Atlético-GO, nesta quarta-feira (28), às 16h30, na Arena da Baixada, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

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