Pragmático: no dicionário, prático, objetivo e realista. Assim é o início do português António Oliveira no Athletico. O jovem técnico de 38 anos não se incomoda com as críticas pelas vitórias magras. Afinal, em 13 jogos, desde que foi efetivado como treinador do time principal, obteve 84% de aproveitamento.

O time de Oliveira lembra o do gestor (e mentor no clube) Paulo Autuori. Pode-se questionar a beleza do futebol, mas não os resultados.

No Estadual, os três jogos que comandou, teve três vitórias. Na Sul-Americana, venceu cinco, perdeu uma e garantiu a vaga nas oitavas com a segunda melhor campanha geral. Na Copa do Brasil, fez o "beabá": empatou fora e venceu em casa pelo placar mínimo. Por fim, no Brasileiro, venceu os dois primeiros jogos contra adversários inferiores.

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Nas 13 partidas com Oliveira no comando, o Furacão marcou 21 gols, média de 1,6 por partida. O que chama a atenção é que foram seis vitórias por 1 a 0. Mas número de gols sofridos é muito baixo: apenas quatro, sendo que Santos tem sujado pouco o uniforme. Ao todo, foram nove partidas sem ser vazado. Defesa sólida e ataque econômico.

Oliveira já deixou claro em suas entrevistas que não se incomoda. "Eu passo para os jogadores. Primeiro, temos que ganhar. Aqui, temos essa premissa que eu vou instituir enquanto estiver no clube. Depois, vamos para as outras premissas. Se puder marcar muitos gols, ótimo. Mas no futebol, não te perguntam quantos gols você fez. Perguntam se você ganhou", justifica.

Mas, para a análise inicial sobre o trabalho do treinador europeu, é preciso fazer a ressalva que o Athletico ainda não enfrentou equipes fortes na temporada. O primeiro teste para o pragmatismo de Oliveira é neste domingo (13), contra o Grêmio de Tiago Nunes, às 16h, em Porto Alegre, pela terceira rodada do Brasileirão.

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