Seis sócios-torcedores do Athletico entraram com uma ação na Justiça nesta sexta-feira (24) para poderem assistir ao jogo contra o Peñarol, na próxima quinta-feira (30), pelo duelo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. Nesta semana, o presidente do clube, Mario Celso Petraglia, afirmou que a partida não terá presença de público, em razão da pandemia.

O pedido de tutela antecipada foi protocolado na 5ª Vara Cível de Curitiba. Os atleticanos alegam que os sócios do Furacão não tiveram nenhuma contrapartida do clube durante os 18 meses em que a Arena da Baixada não está recebendo público durante a pandemia. Os sócios também querem que o acesso seja válido para os jogos do Brasileirão, além da Sul-Americana.

"A gente estava na expectativa de voltar à Baixada, em um momento tão importante numa semifinal de Sul-Americana, depois de tanto tempo afastado do estádio. E foi frustrante essa decisão arbitrária da diretoria de nos tirar da Baixada, o nosso direito de torcer, neste momento decisivo. Eles não têm esse direito. Para a torcida foi muito frustrante. Por isso, tomamos a iniciativa em causa própria, já que eles não querem nos liberar o acesso, vamos usar as armas que temos para poder voltar para casa. Nós queremos estar ao lado do Athletico e não vamos abrir do nosso direito de estar na Baixada quando for possível, e dessa vez é possível. Lugar de atleticano é na Baixada e sempre será", disse o torcedor Eduardo Tanus, um dos responsáveis pelo movimento.

Os torcedores argumentam que a autoridade de saúde pública, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Curitiba, no caso específico, autoriza a realização de eventos com capacidade para até 5 mil pessoas, respeitados determinados protocolos de segurança.

No mesmo sentido, a organizadora da competição, a Conmebol, também autoriza que os torcedores compareçam aos jogos. Diante disso, o grupo de sócios do Furacão considera que a proibição é "em razão de mero capricho do atual presidente da instituição".

O jogo de ida, disputado na quinta-feira (23), no estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu, com vitória do Athletico por 2 a 1, teve a liberação de 16 mil torcedores, após acordo realizado com as autoridades uruguaias. Na outra semifinal, o Red Bull Bragantino e Libertad, do Paraguai, também optaram em abrir suas praças.

"Os sócios, que vêm mantendo sua associação por amor e para ajudar o clube durante todo esse período, possuem o direito de ingressar nos jogos assegurado por contrato. Havendo a liberação pelas autoridades públicas, não cabe ao presidente deliberar se aceita ou não a entrada dos sócios, mas somente cumprir o decreto municipal, recebendo público dentro de todos os protocolos determinados pela prefeitura", complementou o advogado Bruno Fontoura Stefanicha, que assina a ação dos torcedores.

Na ação, os sócios citam que o Coritiba será o primeiro time da capital paranaense a receber público desde o fechamento dos estádios, no início da pandemia, em março de 2020, neste sábado (25), contra o Guarani, pela Série B. Com o cumprimento de protocolo, o clube poderá receber até 5 mil torcedores no Couto Pereira.

No Brasileirão, os clubes ainda aguardam que todos os municípios entrem em acordo para que os 20 times tenham torcida liberada. Por enquanto, os jogos seguem com portões fechados. Na Série B, a presença de público foi liberada.

O Coritiba será o primeiro time da capital paranaense a receber público desde o fechamento dos estádios, no início da pandemia, em março de 2020.

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