Cianorte e Athletico inauguram, neste sábado (27), às 17h15, no Albino Turbay, o Campeonato Paranaense 2021. Por causa das alterações sofridas pelo calendário durante a pandemia, o Estadual começa apenas dois dias após o fim do Brasileirão. Não deu tempo nem de respirar.

Premiações milionárias, vagas para torneios internacionais, astros famosos em campo: esqueça tudo isso. É hora do famoso “virar a chave”. Chegou o fatídico momento de mergulharmos novamente, por três longos meses, na familiar realidade do nosso Ruralzão.

Para nos prepararmos para o que está por vir (dentro do possível), listamos sete razões que comprovam que o Paranaense deste ano, mais do que se imagina, vale sim a pena ser visto.

Qual a última vez que você viu seu time na TV aberta?

Paranaense deste ano passará na TV aberta. Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo
Paranaense deste ano passará na TV aberta. Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

O Paranaense 2021 será transmitido pela Rede Massa. É a volta da disputa à TV aberta após transmissão na plataforma paga de streaming, DAZN, na última edição. Ver nosso time na televisão, em canal aberto, é oportunidade cada vez mais rara, mesmo que você torça para um clube da Série A. As transmissões serão sempre às terças, às 21h30, e sábados, às 17h15. Basta sentar no sofá e desfrutar.

O reaquecimento de rivalidades históricas

Estadual pode ser a única chance de clássicos em 2021. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDois
Estadual pode ser a única chance de clássicos em 2021. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDois

Com o Athletico na Série A, o Coritiba na Série B e o Paraná na Série C, o Estadual pode ser oportunidade única para os rivais da capital se enfrentarem em 2021.

Chance de revisitar antigas rivalidades e tirar sarro daquele amigo que jura não se importar com a competição, mas não responde nem o whatsapp no dia seguinte àquela derrota no clássico, àquele golaço seguido de provocação, àquele drible que humilhou o zagueiro.

O clichê (sempre válido) do futebol raiz

Em 2019, torcedores recorreram a guindaste para ver o jogo. Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo
Em 2019, torcedores recorreram a guindaste para ver o jogo. Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

É clichê, mas nunca deixa de valer: o Paranaense simboliza o resgate de um futebol mais rústico, “roots”, raiz. Gramados irregulares, torcedores pendurados em muros (ou guindastes), cachorros em campo, placares analógicos, uniformes congestionados de patrocínios que ninguém consegue ler.

É chance também de ver aquela tradicional surpresa do interior superar todas as dificuldades e heroicamente batalhar pela glória efêmera do futebol local.

“Este menino tem futuro”

Luccas Brasil entorta Alan Costa. Quem não se lembra? E por onde anda Luccas Brasil? Foto: Reprodução/TV
Luccas Brasil entorta Alan Costa. Quem não se lembra? E por onde anda Luccas Brasil? Foto: Reprodução/TV

Eventualmente, em alguma altura do campeonato, após algum esporádico lance de talento, algum de nós dirá a frase acima. Uma lambreta inesperada, um elástico abusado e pronto: está nascendo um novo craque.

Geralmente, o futuro trata de arrefecer esta esperança e nos mostrar (no fundo a gente já sabia) que tudo não passou de ilusão. O fato é que o Estadual é o melhor cenário para dar aquela chance para um talento do interior e ter uma noção mais clara do nível de qualidade sendo produzido nas categorias de base do nosso time.

“Este cara não tinha parado?”

Bernardo, ex-Vasco e Coxa, vai defender o Rio Branco. Foto: Divulgação/Vasco
Bernardo, ex-Vasco e Coxa, vai defender o Rio Branco. Foto: Divulgação/Vasco

É a realidade invertida do parágrafo acima. Geralmente acontece quando estamos distraídos vendo o jogo na TV, ouvimos o nome de um jogador conhecido no passado, olhamos de relance, olhamos novamente e sim: ele não parou de jogar!

Está ali, interminável, quase irreconhecível, um pouco mais inchado, um pouco mais calvo, extremamente lento, gastando o último fôlego de uma longa carreira. A promessa é de que isso aconteça mais frequentemente nos jogos do Rio Branco.

Chance de título para quem anda com poucas chances de título

Athletico conquistou o tri em 2020. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDois
Athletico conquistou o tri em 2020. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDois

Mesmo com elenco de aspirantes, o tricampeão Athletico entra na disputa como time a ser batido. Ainda mais diante de um Coritiba e Paraná remontados por novas diretorias, após rebaixamentos nacionais. Mesmo assim, o Paranaense representa uma chance de título, algo cada vez mais raro para Coxa e, principalmente, Tricolor.

O mais recente caneco do Coritiba foi o Paranaense de 2017. Já o Paraná não ganha nada desde o Estadual de 2006. Por mais que a dupla tenha como objetivo conquistar a Série B e a Série C, respectivamente, o Paranaense será a chance mais realista de um título na temporada.

O "protagonismo" da Federação Paranaense de Futebol

Hélio Cury assumiu a FPF em 2008. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
Hélio Cury assumiu a FPF em 2008. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

Além de organizar a disputa e vender seus direitos de transmissão, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) comandada por Hélio Cury tem ainda mais uma missão em todo Estadual: participar de alguma polêmica.

É recorrente: lá estaremos nós, por alguma razão inesperada (ou previsível) criticando o interminável Cury, e lá estará Hélio Cury na imprensa, entre um intervalo e outro na loja de troféus, concedendo explicações. Caso a polêmica envolva arbitragem, o responsável, Afonso Vítor de Oliveira, não estará disponível para comentar.

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