O técnico Tite revelou, na manhã desta quinta-feira (13), que não considerou a convocação do lateral-esquerdo Renan Lodi, revelado pelo Athletico e atualmente no Atlético de Madrid, da Espanha, pelo fato de o jogador não ter se vacinado contra a Covid-19.

"O Renan Lodi esteve alijado da possibilidade de convocação em função da sua não vacinação", revelou Tite.

"Essa informação foi passada. Então ele perdeu a possibilidade de concorrer, em função de não ter se vacinado", prosseguiu.

"Os aspectos de ter tomado uma dose ou mais eu não sei. Eu sei que ele foi alijado. Ele ficou fora dessa situação", continuou o treinador.

Renan Lodi tomou apenas a primeira dose da vacina

Na sequência, o coordenador Juninho Paulista revelou que Lodi tomou a primeira dose da vacina no último dia 10 de janeiro.

Novamente perguntado sobre o assunto, Tite prosseguiu. "Eu particularmente entendo que a vacinação é uma responsabilidade social. Ela é minha e da pessoa que está ao lado. Eu trago essa responsabilidade social. Eu e a minha família", declarou o técnico.

"Eu e as pessoas que tenho responsabilidade. Eu e meus netos. Eu queria ter meus pais, não os tenho, mas queria ter oportunidade de protegê-los. Então eu vejo essa responsabilidade social", reforçou.

Renan Lodi não poderia entrar no Equador sem a vacinação completa

Na sequência, o coordenador da seleção, Juninho Paulista, explicou o aspecto prático do veto a Lodi.

"Respeitando as autoridades sanitárias de cada país. O Renan Lodi não poderia entrar no Equador. E aqui no Brasil, também tem restrições. O Lodi teve a primeira dose de vacina agora no dia 10. Então não estaria apto dentro das regras sanitárias dos países de poder estar com a delegação", disse Juninho.

"E nós respeitamos a lei destes países", emendou Tite.

O treinador ainda aproveitou a ocasião para cutucar a rival Argentina. Em 5 de setembro do ano passado, o clássico entre as equipes, que ocorria no estádio do Corinthians, foi suspenso pela Anvisa porque quatro jogadores argentinos não poderiam ter entrado no país, por descumprirem regras de quarentena.

"Diferentemente do que aconteceu quando a Argentina veio para cá e entrou com atletas sem a devida autorização. Nós, na parte esportiva, fizemos nossa parte. E as instituições do Brasil fizeram a parte dela. Ninguém vem aqui fazer o que quer, violando situações clínicas e médicas. E aí a Anvisa agiu. Respeitem o Brasil", reforçou.

César Sampaio diz que seleção não obriga, mas prioriza vacinados

Por fim, outro membro da diretoria da seleção, o ex-volante César Sampaio esclareceu que a CBF não obriga os jogadores a se vacinarem contra a Covid-19. "A seleção respeita, temos nossa opinião, mas não obrigamos nenhum atleta a se vacinar".

"É um problema técnico, institucional, onde a CBF prioriza quem tem a vacinação completa, conforme consenso científico no mundo todo", concluiu.

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