O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, explicou em uma live realizada pelo clube nesta segunda-feira (8) sobre a possível transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O Furacão tenta aprovar a mudança junto aos sócios, em uma Assembleia Geral online, na próxima quinta-feira (11).

"Associação é uma organização sem fins lucrativos. Já a Sociedade Anônima é tributada. Mas já temos aprovado, que não será mais o que a Lei Pelé previa. A atividade do futebol terá uma tributação de 5% a mais que as associações. Fazendo as contas, compensa esse pagamento de tributos pelas inúmeras vantagens que teremos pela Sociedade Anônima. A gente já vem pensando muito nisso, como blindar esse clube no futuro. Mas também temos o pensamento que tudo tem sua hora, seu momento", afirmou.

"O Brasil ainda não está preparado para os clubes terem donos, o mercado de ações, de sociedades anônimas, de clubes de futebol abertos, ainda há um sentimento de que o torcedor se sente dono do clube, só por torcer. Então há uma dificuldade. Até brincam comigo, que eu sou o dono do Athletico. Eu brinco, eu não sou dono, eu estou dono. As minhas decisões são como se eu fosse, mas não. O clube é dos seus sócios. E nós estamos pensando em dar esse passo, mas preservando isso. Eu não tenho dúvida que é o futuro", completou.

O presidente ainda fez uma analogia entre o Athletico e uma "noiva cobiçada". Além disso, disse que o clube já recebeu várias propostas de investidores, mas que ainda não analisou por conta do estatuto do clube, que prevê que os associados decidam o futuro.

"Nos tornamos a noivinha mais bonita do mercado brasileiro. A mais jovem, a mais magrinha, aquela que dá as melhores condições ao belo casamento. Já fomos contatados por vários noivos, vários pretendentes. Estamos avaliando, não fizemos nenhum estudo de valores, nada, porque precisamos primeiro dar esse passo com a Assembleia Geral para ver se os sócios que representam a torcida estão de acordo", declarou.

Como funcionaria a Athletico S.A.?

Na live, Petraglia explicou um pouco como funcionará o sistema de gerenciamento do clube após uma possível aprovação para a mudança para clube-empresa. A ideia do clube é continuar com 50% da gestão e vender outros 50% para os investidores, tendo na FUNCAP um órgão "neutro" com decisão de vetos em projetos, acordos e etc.

Divisão proposta pelo Athletico no clube-empresa
Divisão proposta pelo Athletico no clube-empresa| Reprodução/ YouTube/ Athletico

"O que nós pensamos é não vender o controle, que o clube não terá dono. Mas, por outro lado, também pensamos que temos que proteger o clube de certas promessas. Não queremos que o clube fique vulnerável no controle. E também não queremos um investidor que fique dono. Por isso, a criação do FUNCAP lá atrás, para ela seja essa instituição que fará o fiel da balança. Ela terá ações de classe, que dará direito a vetos e não a votos. Se quiserem mudar de nome, mudar de Curitiba, compra jogadores caros, endividar o clube, a classe de Golden Share, dará essa segurança ao investidor e também ao clube", finalizou Petraglia.

Confira a live completa do presidente do Athletico

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