Não há ato do presidente Mario Celso Petraglia que convide à esperança. O “atleticanismo” que prometeu foi entregue como mais uma mentira.
Já tinha apontado o dedo do meio, na Baixada, machucando o espírito e ofendendo a honra dos atleticanos, provando que o imperativo moral como cartola não integra a sua personalidade.
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Agora, taxando o preço do ingresso em R$150, impede que o torcedor mais frágil possa ver o Athletico jogar.
E esse valor, simbolicamente, fica dobrado pelas circunstâncias do Furacão estar na Segundona, e ter um time em que Falcão, Palácios, Fernando, Raul, Leozinho e Felipinho fazem um rodízio da mediocridade.
Mas não é só o valor monetário em si, embora seja uma tunga ao torcedor.
É, também, o motivo por que um valor como esse, nas circunstâncias como essas, concentra-se na repulsa à torcida. Logo a torcida que é o patrimônio mais caro do que o CT do Caju e a Baixada porque, sem ela, nada existiria.
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A biografia é um trabalho de recuperação histórica, sabe-se. Em regra, deve ter fatos sublimes. Havia muito o que se contar do presidente Mario Celso Petraglia.
No entanto, a sua biografia já tornou-se um libelo de um processo sobre o ódio, sobre a soberba e sobre a arrogância.