O narrador curitibano Napoleão de Almeida será a voz da decisão entre Athletico e Red Bull Bragantino na final da Copa Sul-Americana de 2021. No próximo sábado (20), as duas equipes se encaram em jogo único, em Montevidéu, às 17 horas.

Com a partida sendo disputada no Uruguai, e o alto custo da viagem, assistir ao duelo ao vivo, no Estádio Centenário, tornou-se um privilégio para poucos. Assim, atleticanos e torcedores do time do interior paulista estarão vidrados na tela da Conmebol TV.

Para o narrador, desfecho especial para quem trouxe as emoções das 12 partidas do Furacão na disputa continental. Transmissões que ganharam importância inédita por causa da proibição de público nos estádios em virtude da pandemia de Covid-19.

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"Foi diferente, sem dúvida. Já que, para assistir aos jogos, a Conmebol TV foi a única alternativa. Então, posso dizer que tanto as torcidas de Athletico, como de Bragantino, que também narrei jogos, têm marcada a minha narração nas duas campanhas vitoriosas", comenta o profissional.

Jornalista da Band, Napoleão elege uma partida simbólica na campanha do Furacão. No jogo com o Peñarol, segunda partida das semifinais, dia 30/9, embora já houvesse a liberação para a retomada do público, a diretoria do clube decidiu manter o Joaquim Américo de portões fechados.

"Houve aquela situação e lembro de ter dito que tentaríamos levar o clima da Baixada para dentro da transmissão. Pedi a participação dos atleticanos e o contato foi fantástico. Acredito que conseguimos ser o elo com o torcedor, passar essa energia", recorda.

Com quase 20 anos de carreira, inicialmente em Curitiba, como apresentador do Jogo Aberto Paraná, na 91 Rock FM, Gazeta do Povo, Metro, e partir de 2012, em São Paulo, o narrador vê também uma mudança na percepção do público com relação ao seu trabalho.

"Com meu trabalho na reportagem, sempre de forma crítica, como tem que ser, muitas pessoas não lembravam que eu tinha uma história na narração. Algumas pessoas se surpreenderam. O contato tem sido muito gratificante", revela.

E o fato de ter crescido em Curitiba, traz ainda uma motivação extra: "O Athletico é o time de amigos meus, que cresceram ao meu lado. E conheço todos, o coxa-branca, o paranista. Mas, claro, não vou fazer uma narração paranaense. Vai ser para a torcida do Bragantino também, evidentemente".

Não bastasse, a oportunidade de transmitir o duelo que decidirá o campeão da Sul-Americana 2021 traz componentes sentimentais e simbólicos. É uma chance de celebrar a vida e, ao mesmo tempo, homenagear amigos que partiram.

"Dia 8 de dezembro de 2020 fui internado com Covid-19, com 50% do pulmão comprometido, fui para na UTI. Tive medo de morrer e perdi a voz, não conseguia falar. Poder voltar a gritar um gol e, desta vez, 'é campeão', terá um significado muito particular para mim e minha família", revela.

Da mesma forma, é tempo de homenagens. "Quero prestar uma homenagem ao jornalista Vinícius Coelho, que fez parte da transmissão do título brasileiro do Coritiba, em 85. E também aos meus amigos e jornalistas esportivos que morreram, como Nelson Santos e Jacir de Oliveira, e, por último, o craque e também do rádio, Barcímio Sicupira".

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