Artilheiro do Athletico e do Brasileirão 2026, Kevin Viveros é um dos destaques do futebol brasileiro. Mesmo enfrentando um drama pessoal, o colombiano marcou duas vezes no triunfo sobre o Vitória, no último domingo (26), em uma Arena da Baixada febril, no dia em que completou 26 anos.
Contratado em junho de 2025 por 5 milhões de dólares, cerca de R$ 29 milhões, Viveros é a contratação mais cara da história do clube. Ele foi uma indicação do técnico Odair Hellmann e se tornou a principal arma ofensiva do Furacão na Série B do ano passado.
O impacto do gringo foi imediato: Viveros fez a estreia na 16ª rodada da Segundona e terminou a competição com nove gols.
El Tren soma nove gols e uma assistência em 16 jogos neste ano. Somente na Série A, são oito tentos em 13 partidas. Com o desempenho de 2025, Viveros acumula 41 jogos e 19 gols com a camisa rubro-negra, sendo o quarto maior artilheiro estrangeiro da história.
O rendimento já despertou o interesse do mercado da bola, conforme revelado pelo presidente atleticano, Mario Celso Petraglia. Mas o que explica tanto sucesso no Furacão mesmo sem nem ter completado um ano desde que chegou ao Brasil? O UmDois Esportes lista cinco motivos que explicam o efeito Viveros na Baixada.
1 – Força física
O camisa 9 é o pesadelo dos defensores rivais. A explosão física fora do comum faz com que Kevin Viveros seja diferente dos outros atacantes da elite do futebol brasileiro. Sem a qualidade técnica de Pedro, do Flamengo, por exemplo, ele ainda se destaca.
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Rápido e forte, ele justifica o apelido de ‘El Tren’ pela capacidade física. Disputando cada milímetro de espaço, supera os rivais com arrancadas surpreendentes em que sai atrás com metros de desvantagem. Essa rapidez surpreende e faz, por exemplo, com que Viveros ser o jogador mais caçado do Brasileirão, com 46 faltas sofridas.
Não à toa, Viveros supera até mesmo o meia Arrascaeta, do Flamengo, como jogador que mais sofre pênaltis nas principais ligas do mundo. Com o sofrido diante do Vitória, o colombiano gerou oito penalidades ao Athletico desde que chegou ao clube.
2 – Humildade
Um dos aspectos que o técnico Odair Hellmann mais aponta em Viveros é a humildade. O centroavante sabe que precisa melhorar e aceita bem as orientações da comissão.
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Viveros não é um primor técnico, mas vontade não falta. Ele tem 10 grandes chances perdidas e é o segundo jogador do Brasileirão com mais finalizações (34), atrás apenas do compatriota Andrés Gómez, do Vasco, que tem 50 arremates.
Essa entrega e comprometimento do atacante fazem com que o desempenho melhore com o tempo. Ou seja, Viveros ainda não atingiu o auge da performance e deve seguir evoluindo ao longo da Série A.
3 – Resiliência
Foco, persistência, resiliência ou como você quiser chamar. O sucesso de Viveros é enorme neste momento, mas o jogador enfrentou problemas pessoais e também no campo neste início de ano. Logo no início da temporada, na metade de janeiro, o colombiano foi liberado pelo clube para resolver problemas familiares na Colômbia.
Isso fez com que ele ficasse de fora do clássico contra o Coritiba, pelo Estadual, e fizesse a estreia na temporada justamente na primeira rodada do Brasileirão, que foi vitória sobre o Internacional, fora de casa, com duas chances claras desperdiçadas. Por conta disso, o atacante chegou a pedir desculpas para a torcida.
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Viveros também sofreu com os dois pênaltis perdidos na goleada por 5 a 0 sobre o Foz do Iguaçu. Os erros fizeram com que o colombiano não quisesse mais ser o cobrador oficial e iniciou uma crise das penalidades no Athletico. A equipe converteu somente uma das cinco cobranças que teve a favor até Viveros retomar a confiança e anotar o gol da vitória sobre o Cruzeiro, pela sétima rodada.
4 – Identificação com o Athletico
Viveros se identificou com o clube, a família dele gostou de Curitiba e o colombiano está feliz no Athletico. O elenco, recheado de gringos, também ajuda.
Além dele, são outros três colombianos, o zagueiro Carlos Terán, o meio campista Juan Portilla e o atacante Steven Mendoza, e três argentinos: os laterais Gastón Benavídez e Lucas Esquivel, além do meia Bruno Zapelli, que é o atleta do grupo atual que está há mais tempo no Furacão.
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O bom ambiente de Viveros não é somente com os jogadores, mas também com a alta cúpula rubro-negra. Ao falar sobre a internação do filho do atacante, Odair revelou até o contato do atacante com o presidente Mario Celso Petraglia e com o diretor Marcio Lara.
“Mandou mensagem para o presidente [Mario Celso Petraglia], falou com o diretor Márcio Lara e falou para os companheiros: ‘está resolvido, o clube me deu todo o amparo que eu precisava, estou com a cabeça boa e vou jogar muito’. Só tenho que agradecer ao Viveros e parabenizar o grupo por tudo que estão entregando ao Athletico”, contou Odair.
5 – Valorização
Kevin Viveros é reconhecido internamente entre diretoria, funcionários e comissão técnica, e também com a torcida, que já tem o El Tren como xodó. Até o Fura-cão, mascote do clube, aproveita a boa imagem do atacante.
Com esse contexto, tendo sido peça fundamental no acesso e se consolidando na elite do futebol brasileiro Viveros desperta atenção de rivais e também do futebol europeu. No entanto, o jogador tem contrato vai até o fim de 2028. Para completar, Petraglia já deixou claro que não vai negociar o centroavante.
“Vai negar todas [as propostas], pode esquecer. Não preciso nem conversar com a diretoria, está tudo certo. Podem oferecer o dinheiro que eles quiserem, o Viveros vai ficar aí. Hoje o Viveros está com a cabeça aqui, ama estar aqui, o clube está feliz, nós estamos felizes com ele. Não tem nenhuma possibilidade de venda”, completou Odair.
Com Viveros em alta, o Athletico se prepara para enfrentar o Grêmio. O jogo da 14ª rodada está marcado para o próximo sábado (2), às 20h30, na Arena da Baixada, em Curitiba.