O meia João Cruz iniciou a reação do Athletico na vitória decisiva por 2 a 1 sobre a Ferroviária, pela 37ª rodada da Série B, com um gol que lembrou muito Ronaldinho Gaúcho.

Quando o jogo estava 1 a 0 para a Ferroviária, João Cruz marcou um golaço de falta por cobertura. Nos acréscimos do segundo tempo, Renan Peixoto virou a partida e deixou o Rubro-Negro muito próximo de confirmar o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro.

O lance de João Cruz lembrou o gol de falta de Ronaldinho Gaúcho nas quartas de final da Copa do Mundo de 2002 contra a Inglaterra. A diferença é que o camisa 10 da seleção brasileira estava na ponta direita, enquanto o camisa 57 do Athletico cobrou da ponta esquerda. Já a semelhança é que os dois viram os goleiros adiantados e marcaram por cobertura.

Após a partida, o meia rubro-negro admitiu que a intenção não era cobrar a falta direto para o gol. “Eu falei: ‘Deus me ajuda que preciso que esse lance seja gol’. Eu cruzei, mas acabou sendo um gol meu. Esse clube me acolheu quando era pequeno e participar deste momento não tenho nem explicações, é maravilhoso”, afirma, em entrevista à TMC.

“Na hora que precisou, eu pude corresponder à altura. Gol muito importante para mim e para o grupo. Eu tenho uma história desde os 12 anos aqui. É um gol com sentimento enorme e estou feliz por ter conseguido”, destaca o meia.

João Cruz ainda revelou que, apesar de não ter a intenção, a cobrança de falta foi treinada no dia anterior. “Na hora que fui bater a falta, eu vi o goleiro pouco adiantado, e é até engraçado que, no sábado, antes do treino, ficou eu e o Madson batendo do mesmo lugar, brincando em fazer o gol. Hoje pude chutar, ver o goleiro adiantado para fazer esse gol”, conta.

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João Cruz busca recuperar espaço no Athletico

João Cruz marcou diante da Ferroviária. (Foto: Jeferson de Paula/Pera Photo Press/Gazeta Press).

Depois de ter oportunidades em sequência com Maurício Barbieri no Campeonato Paranaense, João Cruz perdeu espaço no Athletico após a chegada de Odair Hellmann. O meia ficou mais de três meses sem entrar em campo com a camisa rubro-negra e foi o único liberado para a Copa do Mundo sub-20 no período.

Nas últimas semanas, o jovem entrou apenas na reta final do segundo tempo nas partidas contra Avaí, Amazonas e Ferroviária.

“É uma decisão do treinador. O grupo estava vindo muito bem, com muitas vitórias, e é uma decisão dele. Estava sempre à disposição, buscando meu espaço e agradeço a ele por fazer o que mais gosto, que é jogar futebol”, fala João Cruz.

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