Contratado pelo Athletico nesta quarta-feira (4), Luiz Felipe Scolari acumula uma surreal passagem pelo rival Coritiba. Antes da fama, em 1990, o treinador comandou o Coxa em três partidas – e deixou o clube de carona no ônibus da equipe rival após mais uma derrota no Couto Pereira.

"Ele buscou a mala no vestiário e atravessou o gramado. O tempo foi passando e ele não voltava, aí fomos atrás. E descobrimos que ele tinha subido no ônibus do Juventude e voltado para Caxias do Sul", contou o então presidente coxa-branca, João Jacob Mehl, em reportagem de Leonardo Mendes Jr., de 2012, sobre a passagem relâmpago do gaúcho pelo Alto da Glória.

A rápida permanência no Coxa, aliás, nem sequer constava no currículo de Scolari, na página de sua assessoria de imprensa – a informação foi acrescentada posteriormente. Do Kuwait, onde dirigiu a seleção nacional, pulava para o Criciúma, onde venceu a Copa do Brasil em 1991 e se consolidou na profissão.

O treinador gaúcho, aliás, nunca voltou para cobrar o pagamento pelos 20 dias de trabalho resumidos em duas derrotas fora de casa (Juventude e Joinville), além do revés que resultou na carona com a delegação da equipe de Caxias do Sul.

'Família Scolari' se hospedou no CT do Caju

Maior conquista da carreira de Felipão, a Copa do Mundo de 2002 teve o Athletico como escala da "Família Scolari". Mais especificamente o CT do Caju, onde a seleção brasileira se hospedou duas vezes em 2001, na preparação para jogos das Eliminatórias, contra Paraguai e Chile.

A forte pressão sobre a seleção, na época quarta colocada na tabela, fez o comandante determinar um regime de clausura nas duas estadas. Ele deixou o CT apenas duas vezes: a primeira para assistir o Athletico bater o Flamengo por 4 a 0, na Arena da Baixada, jogo em que observou Kleberson, e outra para jantar na casa do presidente rubro-negro Marcus Coelho, preparado pelo próprio dirigente e regado a muito vinho.

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