Já falei e escrevi diversas vezes que a dupla Atletiba, a esta altura do campeonato, já deveria ter somado os pontos necessários para retornar à Primeira Divisão.
Primeiro, pelo histórico dos dois tradicionais times em comparação com todos os concorrentes da Série B deste ano; segundo, pelo investimento financeiro realizado pela dupla, muito acima dos demais participantes.
No entanto, apesar de o Coritiba ser líder do campeonato e estar desenvolvendo uma campanha positiva, tanto que reúne todas as condições de terminar assim e subir, independentemente do resultado deste clássico Atletiba, ele sofreu alguns percalços, especialmente jogando dentro de casa, que deixaram a sua torcida alerta.
Tanto que caiu pela metade a frequência de público registrada no Alto da Glória nas últimas rodadas. Mas o Coxa é muito bem dirigido pelo treinador Mozart, conta com um goleiro extraordinário, uma retaguarda sólida e bem ajustada, um meio de campo com grande mobilidade e tem deixado a desejar apenas no ataque.
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Os atuais atacantes, muito longe daqueles que passaram pelo clube através dos tempos, são inseguros e inábeis na finalização. Mas esta, lamentavelmente, tornou-se uma característica do futebol brasileiro nos últimos anos e está aí a seleção nacional que reforça o meu lamento, tanto que não ganhamos uma Copa do Mundo há cinco torneios, e muito menos conseguimos chegar às fases semifinais.
No geral, entretanto, a campanha alviverde permite deixar todos com a certeza de que o acesso será confirmado, mesmo com o desperdício de pontos perdidos em casa ou fora, diante de adversários com reconhecida indigência técnica.
Com elenco mal formado, Athletico chega repleto de indefinições
Do outro lado o Atletico, este sim repleto de problemas, dúvidas e indefinições diante de mais um elenco mal formado pela diretoria, que se nos últimos tempos, tornou-se mais preocupada com os negócios da bola do que com o sucesso dentro de campo.
Por isso, o Furacão não produziu mais nada que chamasse a atenção desde que decidiu e perdeu a Copa Libertadores da América, em dezembro de 2022.
Três anos se passaram, com rios de dinheiro entrando e saindo dos cofres atleticanos, mas com a torcida invariavelmente descontente e com fortes dúvidas em relação aos treinadores e, sobretudo, aos jogadores que não agradam na sua maioria.
Por tudo isso, mas principalmente pela desesperadora necessidade de voltar a somar pontos, esse clássico Atletiba ganha caráter decisivo para o Athletico.
Só a vitória interessa, não só para reabilitar-se do fracasso no primeiro turno, dentro da Arena da Baixada, como para voltar a alimentar esperanças por uma vaga na luta para ficar entre os quatro que ganharão o direito de retornar a principal vitrine do futebol brasileiro.