Mãe de Sicupira, Dona Anna morre aos 111 anos em Curitiba
| Foto: Jonathan Campos/Arquivo/Gazeta do Povo

Anna Sicupira, mãe do ex-jogador, comentarista e ídolo do Athletico Barcímio Sicupira, morreu aos 111 anos em Curitiba. De acordo com o relato dos familiares, Anna faleceu em casa, dormindo. Em virtude das questões envolvendo o coronavírus, a despedida será restrita.

No início da semana, Dona Anna recebeu a vacina contra a Covid-19. Os médicos que atestaram a morte descartaram qualquer relação com a vacinação, que ocorreu por "causas naturais".

No Instagram, o ídolo do Athletico deixou uma mensagem: "É com muito pesar e uma dor profunda no coração que comunico o falecimento da minha mãe na manhã de hoje. Não tenho palavras para descrever o que ela significa para a nossa família. É um grande exemplo de benevolência e pureza. Sua ausência vai deixar muita saudade. Que ela possa descansar em paz. vamos sempre lembrar da doçura, da delicadeza, do bom humor, do grande coração. Teve um vida linda e longa".

Biógrafo de Sicupira, o escritor Sandro Moser deu um depoimento no Facebook:

Dona Anna Sicupira encantou-se. Um anjo de doçura que viveu 111 anos e deixa o legado de uma linda família. Anna e seu querido filho, Barcímio, duas pessoas iluminadas que a providência colocou na minha vida.

Uma das coisas mais bonitas que me aconteceu foi vê-la folheando (e aprovando) as páginas do nosso livro, há alguns meses. Aliás, uma dos trechos mais bonitos do texto, modestamente, é esse:

“A doce Anna trabalhava desde a adolescência como uma das costureiras da loja de tecidos Louvre, o “palácio da moda”, na rua XV de Novembro, de propriedade da família Calluf. Com paciência e habilidade infinitas, a jovem Anna tinha o dom para coser as roupas das grã-finas do café e da erva-mate de Curitiba. Para se deslocar de casa ao trabalho, a jovem profissional enfrentava um comovente ritual diário. Como as ruas ainda eram de lama, Anna descia descalça pela atual rua José Loureiro até a altura da rua Barão do Rio Branco. Lá, havia um chafariz onde ela podia lavar os pés para só então calçar os sapatos e seguir até a sua estação de costura”.

Um grande beijo para a família toda e um especial de força e paz para o amigo e ídolo Barcimio Sicupira.