O duelo contra o São Paulo, domingo (17), às 16h, marca novo reencontro do Athletico com dois nomes marcados na história recente do clube: o técnico Fernando Diniz e o atacante Pablo. A dupla, entretanto, teve trajetórias distintas no CT do Caju.

Enquanto Diniz deixou o clube em situação delicada e bastante criticado pela torcida, Pablo se firmou como artilheiro e xodó e ainda rendeu milhões.

Criticado pela torcida, adorado por Petraglia

No Athletico, Diniz não conseguiu executar ideias de jogo. Foto: Henry Milleo/Arquivo/Gazeta do Povo
No Athletico, Diniz não conseguiu executar ideias de jogo. Foto: Henry Milleo/Arquivo/Gazeta do Povo

O trabalho de Diniz no Furacão foi ruim. Quando foi desligado, o treinador deixou o clube na vice-lanterna do Brasileirão, com apenas nove pontos. No total, comandou a equipe em 21 jogos, com somente cinco vitórias, sete empates e nove derrotas, 34% de aproveitamento.

O retrospecto posicionou Diniz como treinador com o segundo pior rendimento no clube em um recorte de dez anos. Desde 2008, apenas Roberto Fernandes teve aproveitamento inferior, com 28,8% dos pontos conquistados, justamente naquele ano.

Os seguidos insucessos em campo, entretanto, não abalavam o presidente Mario Celso Petraglia, fã confesso do trabalho do técnico. O próprio técnico elogiava o desempenho da equipe, derrota após derrota.

A demissão veio após uma pausa de dez dias no Brasileirão, em que a torcida pedia a cabeça de Diniz, enquanto Petraglia fazia de tudo para mantê-lo.

Mas a situação ficou insustentável. Em seu lugar, assumiu como interino Tiago Nunes, que conduziria o Furacão a um dos períodos mais brilhantes de sua história.

De “andarilho” a xodó e venda milionária

Cena comum na Baixada: Pablo comemora bola na rede. Foto: Jonathan Campos/Arquivo/Gazeta do Povo
Cena comum na Baixada: Pablo comemora bola na rede. Foto: Jonathan Campos/Arquivo/Gazeta do Povo

O caminho de Pablo para o sucesso no Athletico foi tortuoso. Cria da base, demorou para se firmar. Entre 2013 e 2015, acumulou empréstimos para Figueirense, Real Madrid B e Cerezo Ozaka, no Japão, onde teve boa sequência.

Retornou à Baixada em 2016 e, a partir de então, virou titular. Entre 2016 e 2018, fez 135 jogos e somou 33 gols, tendo sido titular na conquista da Sul-Americana, em 2018.

Desempenho que fez o São Paulo desembolsar, em dezembro daquele ano, R$ 26,6 milhões para tirar o atleta da Baixada. Na época, foi a contratação mais cara do clube paulista.

No Morumbi, entretanto, Pablo ainda busca se firmar definitivamente. Os números são bons, mas o atleta ainda enfrenta algumas críticas da torcida. Na primeira temporada, foram sete gols em 40 jogos. Na atual, já são 11 gols em 47 partidas. No entanto, virou reserva.

Das últimas dez partidas da equipe, iniciou em apenas duas. Diante do Furacão, caso Luciano não se recupere de lesão, deve ser titular novamente.

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