O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vai julgar o Athletico na próxima sexta-feira (17), a partir das 15h30, por conta de objetos lançados no gramado durante o empate em 1 a 1 com o Cuiabá, no dia 16 de agosto, pela 22ª rodada da Série B.

O Rubro-Negro foi denunciado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), nos itens I (desordens em sua praça de desporto) e III (lançamento de objetos no campo) e no parágrafo 1º (quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de
elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo).

As possíveis penas para o Athletico são:

  • Multa de R$ 100 a R$ 100 mil;
  • Perda de mando de campo de uma a dez partidas;

Ou seja, o Furacão corre o risco de encerrar a Série B sem a presença da torcida na Arena da Baixada ou até mesmo longe de Curitiba. Depois do julgamento, o time atleticano só terá mais três partidas como mandante: contra Amazonas, Volta Redonda e América-MG.

O que aconteceu em Athletico x Cuiabá

athletico denunciado invasão de campo proibição torcida organizada os fanáticos

O primeiro incidente ocorreu quando o Athletico vencia o Cuiabá por 1 a 0, com gol do atacante Renan Peixoto. Aos 19 minutos do segundo tempo, segundo a súmula do árbitro Marcelo de Lima Henrique, “um isqueiro e um copo com líquidro transparente caíram na área penal defendida pelo Cuiabá EC e não atingiram nenhum jogador”.

No entanto, as piores situações aconteceram após o gol de empate dos visitantes, nos acréscimos da etapa final. Irritada com um novo tropeço em casa, a torcida arremessou mais objetos no gramado.

“Aos 50min e 50 segundos do 2º tempo, paralisei a partida, pois foram atirados sinalizadores, garrafas de água, copos plásticos e isqueiros em direção ao campo de jogo, caindo próximo a área de meta da equipe do cuiabá ec – saf, necessitando da intervenção da brigada de incêndio do estádio”, apontou.

Além disso, uma parte da torcida do Athletico tentou invadir o gramado da Arena da Baixada. Dezenas de seguranças foram acionados para conter os riscos de uma confusão generalizada, que parecia iminente.

Marcelo de Lima Henrique paralisou o jogo e antecipou o fim do jogo. Na súmula, o árbitro relatou ter retomado o confronto com bola ao chão após ter conversado com a delegada da partida, que atestou as seguranças necessárias.

Siga o UmDois Esportes