Mais uma vez, o técnico do Athletico, António Oliveira, saiu na bronca com a arbitragem no Brasileirão. Neste sábado (17), o treinador reclamou da postura do juiz Marielson Alves Silva no lance que culminou no gol da vitória do Ceará, por 1 a 0, em Fortaleza.

Segundo Oliveira, o árbitro, que já havia dado seis minutos de acréscimo, teria prometido encerrar a partida após a cobrança de falta do time cearense, o que não ocorreu. Depois do arremate, o juiz deu mais um minuto de acréscimo e autorizou o escanteio, que terminou com o gol do Vozão.

“Eu não gosto muito de falar da arbitragem, respeito o trabalho deles, porque também é um trabalho difícil, mas eu prego muito a honestidade e o que o juiz disse foi que depois do livre (falta) o jogo acabaria”, relatou.

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Essa não é a primeira vez que António Oliveira fica revoltado com o trabalho da arbitragem. No fim de junho, pela sexta rodada, o técnico terminou expulso da beira do gramado na derrota do Furacão para o Bahia, em Salvador.

“Infelizmente parece que os jogos aqui viram feira, praça, quem grita mais sai beneficiado”, desabafou ele, que considerou que o Rubro-Negro foi desrespeitado na derrota para o Ceará.

Acho que os árbitros não podem ser tão emocionais, têm que ser mais racionais e perceber que há um outro lado que tem que ser respeitado. E o Athletico hoje não foi respeitado nesse sentido, porque ele não pode dar um minuto quando lhe apetece. Tem que antes do livre dar um minuto e não depois da sequência do livre, quando já tinha dito que iria terminar o jogo", considerou.

Em campo, António Oliveira assume responsabilidade por derrota do Athletico

Apesar de reclamar da arbitragem, o treinador assumiu a culpa pela derrota do Athletico e isentou seus jogadores da responsabilidade pelo resultado negativo.

"Como digo sempre, não procuro desculpas, procuro resultados, não vencemos e o único responsável sou eu. É evidente que queremos ganhar sempre, saímos frustrados com o resultado, porque procuramos sempre a vitória. Mas, as vitórias serão sempre deles, e as derrotas serão sempre minhas", ressaltou.

"Já disse diversas vezes que os jogadores não são máquinas, são humanos, e temos que respeitá-los dessa maneira. Se em algum momento existe espaço para crítica, o grande responsável sou eu”, concluiu.

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